João Senise se apresenta neste domingo no Museu de Arte da Pampulha

Cantor apresenta repertório do primeiro disco e novidades do próximo trabalho, dedicado à obre de Ivan Lins

por Ailton Magioli 04/07/2014 06:00

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Cristyanne Cabral/Divulgação
João Senise vem a Belo Horizonte acompanhado dos veteranos Gilson Peranzzetta e Zeca Assumpção (foto: Cristyanne Cabral/Divulgação )
De volta a Belo Horizonte para apresentação única na manhã de domingo, no Museu de Arte da Pampulha, João Senise, de 25 anos, aproveita para mostrar parte do repertório do disco de estreia, 'Just in time', lançado ano passado, além de antecipar algo do próximo, que já está gravando, de repertório integralmente dedicado à obra de Ivan Lins.


Atração surpresa da última edição da Festa da Música, quando participou do show do Gilson Peranzzetta Trio, João é uma grata revelação da MPB. “Como temos muitas cantoras, veteranas e iniciantes, acabo encontrando mais espaço, ainda que o meu estilo musical (o jazz) será muito raro no país”, avalia o cantor, lembrando que, se por um lado ele encontra menos competitividade, por outro o jazz ainda enfrenta certa resistência por aqui. Daí a decisão de fazer um disco de MPB, depois da estreia em que elegeu a canção americana como destaque.

Além de Ivan Lins, João recebeu em estúdio convidados como Sofia Vaz e o mestre Zé Luiz Mazziotti, um dos grandes cantores brasileiros que, mesmo em atividade, continua solenemente ignorado pela maioria. Filho do saxofonista e flautista Mauro Senise com a produtora Eliana Fonseca Peranzzetta, João Senise teve o que se poderia chamar de formação privilegiada.

A primeira escola foi o Centro Musical Antonio Adolfo, aos 4 anos. Três anos depois, iniciou os estudos de piano e canto, passando a conviver com Gilson Peranzzetta, segundo marido de sua mãe, com quem tomou aulas de piano. Entre 1996 e 1999 integrou o coral do colégio, como solista em diversas apresentações. Dono de timbre de voz grave, agradável, não por acaso ele elege o norte-americano Frank Sinatra e o canadense Michael Bublé como as duas maiores influências. “Gosto muito de jazz, não deixarei de cantá-lo nunca”, avisa.

Atração do projeto Domingo no Museu, do Museu de Arte da Pampulha, João diz que vai cantar 80% do repertório do disco de estreia, acrescido de composições de Ivan Lins ('Lembra de mim', 'Bilhete', 'Setembro' e 'Olhos pra te ver'). Apesar de anunciar que dedicaria um próximo disco à bossa nova, o jovem intérprete diz que decidiu adiar o projeto e privilegiar a música de Ivan. Em Belo Horizonte, ele estará acompanhado de Gilson Peranzzetta (piano) e Zeca Assumpção (baixo).

DOMINGO NO MUSEU
Domingo, às 11h, no Museu de Arte da Pampulha (Av. Otacílio Negrão de Lima, 16.585). Ingressos a R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada) na Acústica CDs (Rua Fernandes Tourinho, 300, Savassi) ou no local, no dia da apresentação. Informações: (31) 3277-7996.

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