Rogê lança Baile do brenguelê em CD e DVD com parceiros ilustres

Depois de quatro discos de estúdio, cantor mostra ao vivo que pretende ir mais longe

por Mariana Peixoto 21/06/2014 06:00

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Vassia Tolstoi/Divulgação
Em 18 faixas, praticamente todas autorais, Rogê desfia repertório maturando no decorrer dos anos (foto: Vassia Tolstoi/Divulgação)

O cantor e compositor Rogê é cria do Rio de Janeiro, onde milita há mais de uma década. Agora, tenta alçar voo para além de seu quintal. É o que fica claro com seu primeiro projeto ao vivo, Baile do brenguelê, lançado em CD e DVD. O registro, que nasceu depois de quatro álbuns de estúdio, é o tipo de iniciativa para tentar atingir as multidões. Com banda competente, músicas cheias de malemolência e recheado de convidados especiais, o registro do show não é muito diferente do que conterrâneos com mais estrada já fizeram. O exemplo mais latente é o de Seu Jorge, com quem Rogê já dividiu autoria em várias canções conhecidas.

Com produção de responsa – é assinada por Kassin, o preferido da nova música brasileira –, e cenário de acordo – Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico –, o baile tem a pretensão de ser uma gafieira moderna. Em 18 faixas, praticamente todas autorais, Rogê desfia um repertório que foi maturando no decorrer dos anos. Tem parceiros ilustres nas canções, que apostam no samba e em suas vertentes. O título, Baile do brenguelê, foi tirado do álbum anterior de Rogê, Brenguelê (2012)

Minha glória, que abre o show, é parceria com Alvinho Lancelotti. Seu Jorge divide a autoria com Rogê nas faixas Presença forte, Acertando os ponteiros, Cuidar de mim (aqui em versão bem mais suingada do que a gravação intimista do ex-Farofa Carioca), Caminhão e Minha pressão. Arlindo Cruz é coautor de A nega e o malandro, Na veia e Suingue de samba. Wilson das Neves também marca presença.

Com tantos parceiros ilustres, Rogê não poderia deixar de levá-los para o palco. Serginho Meriti, veterano do samba carioca, faz um bonito dueto com ele em Quem fechou, fechou, parceria de ambos. Wilson das Neves dá um ar malandro à interpretação de Depurando ideias, com letra esperta cheia de duplos sentidos que ganha coro do próprio público. Arlindo Cruz, por seu lado, resolveu fazer diferente. Em vez de gravar suas próprias canções, foi na de terceiros: Remédio pro veneno, que é destacada ainda pelo naipe de metais.

Como todo baile, o de Rogê também traz forte reforço instrumental. Acompanhado de um combo que leva o nome de A Máquina de Suingue, o grupo de instrumentistas é destacado pela presença do tecladista e arranjador Lincoln Olivetti. Já a percussão, que chama a atenção em Tem tambor, é reforçada pelo registro de Marçalzinho, filho do Mestre Marçal. Nada original, mas competente na realização, o Baile do brenguelê tem estofo para deixar o Rio. Mesmo que o melhor mesmo seja ouvi-lo nas dependências da Lapa, como diz a canção Lapalá.

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