Orquestra Filarmônica de Minas Gerais se apresenta domingo no Sesc Palladuim

Concerto interpreta repertório do romantismo tardio

por Ailton Magioli 20/06/2014 06:00

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Netum Lima/Divulgação
Espetáculo faz parte da série 'Concertos para a juventude' (foto: Netum Lima/Divulgação)
A série Concertos para a juventude conclui sua incursão pela música romântica, iniciada no mês passado, com a apresentação de obras do chamado romantismo tardio. Em concerto único, na manhã de domingo, no Grande Teatro do Sesc Palladium, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais (OFMG) interpreta de Wagner a Brahms, passando por Verdi, Tchaikovsky e Saint-Saëns, entre outros autores.


De março, quando iniciou a nova série apresentando o barroco ao público, até agosto, quando está previsto o encerramento dos concertos, o maestro Marcos Arakaki pretende repassar todos os períodos da música sinfônica. Segundo ele, o repertório pertence a período muito rico, que vivia a transição entre o clássico e o que conhecemos hoje como música do século 20.

Na música, o romantismo que perpassa o século 19 e parte do 20 acabou dividido em duas partes. “A primeira metade do século 19, com Beethoven, Schubert e Weber, entre outros, e a segunda, que vamos mostrar agora, com Brahms, Tchaikovsky e Wagner, além de outros”, esclarece Arakaki.

O maestro explica que o romantismo tardio ultrapassa a questão harmônica, da forma e da instrumentação, levando o público para o século 20, tendo por expoentes autores como Brahms, Tchaikovsky e Verdi.

À frente do grupo desde 2011, a partir de então Marcos Arakaki passou a comandar o Concertos para a juventude, série que estreou em 2008. Este ano, ele decidiu contar a história da música sinfônica por meio dos concertos.

“Estamos com casas sempre lotadas, com excelente receptividade de público”, comemora o regente, antecipando que, a seguir, a série dedicará um concerto aos autores do século 20 e outro com peças de compositores brasileiros.

“A oportunidade é única porque, além da formação de público, vamos contar a história da música ao longo deste ano, fazendo com que um concerto se amarre ao outro”, comemora o maestro.

Apogeu O período da música clássica conhecido como romantismo tardio ocupa a segunda metade do século 19 e tem como características marcantes a criação de obras mais longas e mais complexas, maior variedade na combinação de instrumentos, o uso de grandes orquestras e a adoção da música programática, além de uma vertente nacionalista que surgiu nos países periféricos da Europa.

Wagner revolucionou em concepções orquestrais, assim como o austríaco Gustav Mahler. Os compositores Tchaikovsky e Dvorák também se destacam na derradeira fase romântica. Este se aproximou da música no apogeu do romantismo, por meio de Schumann, Liszt e Wagner, mas foi o contato com Smetana que o iluminou e o induziu a buscar uma expressão pessoal, única e, ao mesmo tempo, de conteúdo nacionalista.

Entre outros compositores de maior importância associados ao romantismo tardio estão o norueguês Edvard Grieg, o finlandês Jan Sibelius, os italianos Giuseppe Verdi (1813-1901), autor de Aída, Rigoletto, La Traviata, e Ottorino Respighi, os russos Rimsky-Korsakov e Sergei Rachmaninoff o espanhol Isaac Albéniz e o francês Gabriel Fauré.

CONCERTOS PARA A JUVENTUDE
Com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, domingo, às 11h. Grande Teatro do Sesc Palladium, Rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro. Ingressos: R$ 5 (inteira) e R$ 2,50 (meia-entrada). Informações: (31) 3270-8100.

VÍDEOS RECOMENDADOS

MAIS SOBRE MÚSICA