Fagner lança o 37º álbum de carreira, Pássaros urbanos

Belo Horizonte deverá ter show de lançamento assim que terminar a Copa do Mundo

por Ailton Magioli 14/06/2014 00:13

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Leo Aversa/Divulgação
Para Fagner, Brega ou popular, tudo é diluído com o sucesso (foto: Leo Aversa/Divulgação)
Lembram-se de Deslizes, megassucesso de Raimundo Fagner da década de 1980, quando o cearense se rendeu à dupla Sullivan & Massadas, responsável por praticamente tudo que tocava no rádio à época? Pois Fagner está de volta ao universo romântico (e brega, para alguns) do pernambucano Michael Sullivan, que, além de produzir Pássaros urbanos, o primeiro álbum de inéditas depois de Uma canção no rádio, de 2009, assina duas composições com parceiros.

Ainda não foi desta vez que o cantor, compositor e instrumentista cearense registrou em disco a versão que vem cantando Brasil afora de Onde Deus possa me ouvir, de Vander Lee. "Foi realmente um vacilo não incluí-la no repertório", avalia Fagner, que chegou a gravar a música.

 Se as negociações com o também amigo e produtor Fernando Furtado (Skank) forem adiante, Belo Horizonte tem tudo para receber o show inaugural da turnê de lançamento de Pássaros urbanos (Sony Music), logo depois da Copa do Mundo.

Trigésimo sétimo álbum de carreira, Pássaros urbanos traz à tona um artista essencialmente romântico, que transitou com desenvoltura, ao longo da trajetória de sucessos, pelo Brasil urbano e sertanejo. Daí a tranquilidade com a qual circula nesses dois espaços no novo disco.

“A minha vida toda foi entre o Rio e Fortaleza, viajando pelo país inteiro, mantendo contato com tudo”, reconhece Fagner, cujo forte sotaque nordestino jamais se perdeu. “Sou um cara do interior (Orós-CE), que sempre conviveu com o urbano. Então, o disco é uma leitura dos espaços com os quais convivo”, acrescenta.

Depois do sucesso de Deslizes, de 1988, seguido da participação recente em projetos dedicados à obra de Michael Sullivan, Fagner não teve dúvidas: fez o convite para ele produzir o seu novo disco. ”Primeiro, porque ele é muito bom produtor. Tem mão muito boa para trabalhar com músicos, para fazer arranjos, além de ser um bom músico e parceiro”, diz.

Longe do preconceito que costuma envolver o trabalho do compositor pernambucano com o parceiro Paulo Massadas, na MPB, o cearense diz: “Sei que Sullivan é um músico de estúdio e que Tanto faz, da parceria com Anayle Lima, o pontapé de meu novo trabalho, estava no contexto do disco todo. Depois de gravá-la, ao chegar na gravadora todos cantavam o refrão nos corredores“, revela o cantor.

Parcerias  “Brega ou popular, tudo acaba diluído com o sucesso”, acredita Fagner, que também gravou Arranha-céu, de Michael Sullivan, em parceria com Fausto Nilo. O letrista, que, ao lado de Abel Silva, é um dos que Fagner mais gravou, assina mais três parcerias: a faixa-título, com Cristiano Pinho; Versos ardentes e Balada fingida, com o próprio Fagner, além de Arranha-céu, com Sullivan.

“A primeira música que fizemos juntos foi Fim do mundo, gravada por Marília Medalha”, recorda o cantor cearense, que adotou o letrista a partir do segundo disco solo, Astro vagabundo. Parceiro mais constante do letrista, Fausto Nilo acabou substituído, aos poucos, por Zeca Baleiro, com quem Fagner fez Toda luz e Samba nordestino (com pandeiro e zabumba e a participação do maranhense). Já Abel Silva, segundo diz, anda afastado.

 Clodo Ferreira, com quem fez Se o amor vier, é outro parceiro antigo. “É responsável por Revelação, o meu grande sucesso”, celebra Raimundo Fagner, lembrando que produziu disco de Clodo ao lado dos irmãos Climério e Clésio.

Destaque no disco, a regravação de Paralelas, de Belchior, que Fagner sempre cantou, era um desejo antigo. “É uma das mais lindas do Belchior e do cancioneiro brasileiro”, justifica o cantor, lembrando que a canção é conhecida de toda uma geração que o acompanha, principalmente no Rio. Já na vertente sertão, ele brinda os fãs com Doce viola, do maestro Jaime Alem, que trabalhou por mais de 20 anos com Maria Bethânia.

Seleção Entre os autores que o cantor cearense também veio amadurecendo em shows estão Dominguinhos (Gostoso demais) e Gonzagão, cujas pérolas ele gosta de cantar a capela. Mais recentemente, entrou o mineiro Vander Lee, com Onde Deus possa me ouvir. Com a agenda de festas juninas repleta de compromissos, entre o Ceará e Alagoas, passando por Pernambuco e Paraíba, o cantor aproveita as poucas folgas para curtir a Copa do Mundo.

“A Seleção Brasileira está com time forte, depois de ganhar a Copa das Confederações”, afirma. “Ela aprendeu a conviver inclusive com o momento social que o Brasil vive, ao incorporar as manifestações”, conclui Fagner. Na agenda do cantor, ainda, disco e série de shows com músicos libaneses, além de CD com o amigo paraibano Zé Ramalho.

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