Disco pesado do R.E.M., 'Monster' completa 20 anos em 2014

Álbum trouxe guitarras e distorções ao som acústico da banda

por Pedro Leandro 10/06/2014 13:37

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 www.remhq.com/Reprodução
Banda se separou em 2011 após lançar o disco 'Collapse into now' (foto: www.remhq.com/Reprodução)
Que o R.E.M. é figura carimbada nas listas de melhores bandas dos anos 80/90 todo mundo sabe. Afinal seu repertório que inclui músicas como 'Losing my religion', 'Everybody hurts' e 'Man on the moon' continua tocando e fazendo sucesso até mesmo entre as gerações mais novas.

Mas quem conhece apenas o lado mais acústico e comercial, deve atentar para o disco mais rock da banda, que em 214 celebra seu vigésimo aniversário. 'Monster' veio logo após 'Automatic for the people', de 1992. Na época o R.E.M. já tinha status de banda grande, seus singles, a já citada 'Losing my religion' e 'Shiny happy people' tocavam com bastante frequência até nas rádios do Brasil. E quando todos esperavam mais um disco nos moldes do anterior, o que os americanos fazem? Plugam as guitarras, ligam as distorções, e fazem assim seu disco mais punk.

Se nos anteriores, 'Out of time' e 'Automatic for the people', os violões e instrumentos diferentes como bandolim davam o tom, agora era a vez das guitarras assumirem o controle. A influência de 'Monster' pode se identificar como vinda desde os anos 60, das bandas proto-punk como MC5 e The Stooges, mas não se prendendo ao passado, também se nota que a convivência com a geração grunge fez bem a Michael Stipe e banda. A faixa 'Crush with eyeliner', por exemplo, conta com participação de Thurston Moore, do Sonic Youth.

Provando que barulho pode sim fazer sucesso, 'Monster' estreou em primeiro lugar na Billboard americana, impulsionado pelo single 'What's the frequency, Kenneth?'. E a versatilidade, um dos trunfos do R.E.M., provou-se mais uma vez competente. Como hoje em dia é moda ver discos sendo remasterizados com extras especiais em anos comemorativos, não seria de se espantar se Monster ganhasse uma reedição neste ano. Como diria Neil Young, o rock and roll nunca pode morrer.

Confira o clipe de 'What's the frequency, Kenneth?':


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