Zé Renato canta composições de Aldir Blanc no CCBB em BH

Cantor do Boca Livre revisita repertório do ídolo, a quem considera ''sofisticado e popular''

por Ailton Magioli 30/05/2014 00:13

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Cristina Granato/Divulgação
Zé Renato compara música de Aldir Blanc à obra de mestres da MPB como Ary Barroso, Noel Rosa e Chico Buarque (foto: Cristina Granato/Divulgação)
Mesmo tendo por referência interpretações praticamente definitivas de algumas canções, o boca livre Zé Renato diz que para ele é ao mesmo tempo instigante e desafiador fazer o show A poesia com muitas notas – Aldir Blanc e seus parceiros, em cartaz na noite de sábado, 31, no Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), da Praça da Liberdade.

Acompanhado de banda formada por Itamar Assiere (piano, arranjos e direção musical), Marcelo Bernardes (sopros), Lúcio Vieira (bateria), Alex Rocha (baixo) e Zé Carlos (violão e guitarra), Zé Renato vai das parcerias do letrista com Cristóvão Bastos a Maurício Tapajós, com direito a passagens por Moacyr Luz, Djavan, Guinga e, claro, João Bosco, além de uma versão feita por Aldir Blanc para um clássico dos irmãos Ira e George Gershwin.

Apesar de estar sempre cantando a criação de Aldir, a primeira canção do compositor gravada por Zé Renato foi 'Zen-vergonha', da parceria com Guinga, com o grupo Boca Livre. “Talvez antes eu tenha cantado 'O bêbado e a equilibrista' em shows”, admite o cantor. Para ele, toda vez que um intérprete tem oportunidade de mergulhar na obra de um único autor – como ela já havia feito com Silvio Caldas e Zé Kéti – há chance de dimensionar com mais propriedade esta mesma obra.

“No caso de Aldir, já sabia da importância dele. Tenho total consciência do seu trabalho, do significado dele para a música brasileira”, avalia Zé Renato, salientando que em projetos como Bom de se ouvir, bom de se Aldir, que ele participa no CCBB de Belo Horizonte, dá para sentir, ter uma noção mais aprofundada do que significa, realmente, a obra de um artista. “Aldir Blanc é ao mesmo tempo sofisticado e popular”, constata o cantor, ressaltando o rebuscamento e a ourivesaria dispensados pelo compositor à própria obra.

“Aldir tece palavras e versos com muito talento. A gente identifica imediatamente o que é dele”, aposta Zé Renato, que compara a música de Aldir Blanc a de mestres como Ary Barroso, Noel Rosa e, mais recentemente, Chico Buarque.

 “Todos são muito sofisticados e populares”, justifica o cantor, que aproveita o show para resgatar o medley que fez com as canções De frente pro crime e Kid Cavaquinho, gravadas por ele ao lado do também cantor Renato Braz. Na oportunidade, ele ainda apresenta a versão de 'But not for me' (Não é pra mim), de Ira e George Gershwin, que Aldir fez exclusivamente para ele cantar no DVD que lançou em 1996.

Repertório
>>  50 anos e Resposta ao tempo, com Cristóvão Bastos
>>  Anjo da velha guarda, Coração agreste e Saudades da Guanabara, com Moacyr Luz
>>  Plataforma, Rancho da goiabada, De frente pro crime e Kid Cavaquinho, Nação e O bêbado e a equilibrista, com João Bosco
>>  Amigo é pra essas coisas, com Sílvio da Silva Júnior
>>  Aquele um, com Djavan
>>  Chá de panela, com Guinga
>>  Não é pra mim (But not for me), versão do original de Ira e George Gershwin
>>  Querelas do Brasil, com Maurício Tapajós

ZÉ RENATO & BANDA – A POESIA COM MUITAS NOTAS – ALDIR BLANC E SEUS ILUSTRES PARCEIROS
Amanhã, às 19h, no Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil, Praça da Liberdade, 450, Funcionários. Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Informações: (31) 3431-9400.

Vem aí
Em 7 de junho, o projeto Bom de se ouvir, bom de se Aldir tem sua últimaapresentação em BH, também no CCBB, com o espetáculo Nas trilhas do coração – A sensibilidade do letrista e escritor, com a cantora Leila Pinheiro e banda.

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