Celso Viáfora lança romance e disco 'Amores absurdos'

Cantor paulistano apresenta obras no domingo no Museu de Arte da Pampulha

por Ailton Magioli 30/05/2014 08:55

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Dani Gurgel/Divulgação
(foto: Dani Gurgel/Divulgação)
Foi no mínimo original a saída encontrada pelo paulistano Celso Viáfora para driblar a entressafra musical. “Estava há três, quatro meses sem compor nada que interessava. Um dia acordo e começo a escrever o que nem sabia o que seria. Oito meses depois, estava pronto o romance Amores absurdos, para o qual acabei criando uma trilha sonora”, surpreende-se o próprio o cantor, compositor e violonista, que faz apresentação única na manhã de domingo, no Museu de Arte da Pampulha (MAP).


Acompanhado apenas do violão, Celso Viáfora aproveita o lançamento do livro e do CD físicos, paralelamente ao e-book que já está à venda na rede, para apresentar o repertório inédito de 14 canções, acrescido da leitura ao vivo de trechos do livro. Apesar não ter se dado conta na época da dupla criação, aos poucos Celso foi percebendo que as canções tinham tudo a ver com o livro. “Quando percebi, o compositor estava de volta. Acho que foi medo de perder o emprego”, diverte-se agora o cantor, cujo primeiro livro publicado desenvolve-se entre os universos do sonho e da realidade.

Mergulhado nos personagens e na história de Amores absurdos, Celso Viáfora diz ter encontrado argumentos suficientes para a volta ao trabalho de compositor, convocando inclusive parceiros para dividir com ele algumas das faixas do novo disco. Como revela, naquele período ele sonhou com pessoas e com uma cidade desconhecida. “O sonho se prolongava por várias noites”, recorda o cantor. Ao visitar Tiradentes, no Campo das Vertentes, quando fazia uma caminhada pela cidade, às 7h, descobriu tratar-se do local do sonho.

 “Muito do sonho era Tiradentes, onde ocorre o grande encontro do casal formado por Lídia e Antônio, protagonistas do livro. Eles se conhecem nos festivais dos anos 1980, mas o grande encontro se dá em Tiradentes”, revela o autor do romance. Desde o início, o artista percebeu que suas letras tinham vocação para o cinema, que ele adora. Com o livro, ele torna real parte do desejo de, quem sabe, um dia, levar o romance para as telas.

Valsas e canções Na opinião de Celso Viáfora, por mais estranho que possa parecer, algumas canções que ele compôs precederam a tudo isto. “Uma delas, por exemplo, tem a ver com Minas Gerais.”, diz, referindo-se à Fonte dos sonhos, feita a partir da melodia que recebeu do compositor mineiro Sérgio Santos. Jorge Helder (Dois personagens), Nilson Chaves (Os filhos estão de partida) e representantes da nova geração de cancionistas – Paulo Monarco (Venha), Pedro Altério (Há o que) e o filho Pedro Viáfora (Nem terminou) – estão no CD. Um único samba (Balaio dos sonhos) fecha o disco, que também tem baladas, valsas e canções.

“Este talvez seja o disco mais denso que fiz. No meio do processo descobri momentos de densidade diferenciada”, avalia o próprio Celso Viáfora, que diz ter feito o que classifica de “canções mais intrincadas”, como a valsa Dois personagens, em parceria com Jorge Helder.

Integralmente gravado com quarteto de cordas, Amores absurdos também conta com a participação do Trio Manari, de Belém, que faz samba com instrumentos regionais, substituindo, por exemplo, o surdo pelo tambor de curimbó. Toninho Ferragutti (sanfona) também marca presença no novo trabalho do cantor paulistano, que ainda conta com a famosa guitarrada do Pará, na presença de Manoel Cordeiro, em Dois tempos de um lugar.

CELSO VIÁFORA – AMORES ABSURDOS
Domingo, 11h, no Museu de Arte da Pampulha, Avenida Otacílio Negrão de Lima, 16.585, Pampulha. Show de lançamento do CD e do romance homônimos. Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). Disco (R$ 20) e livro (R$ 30) estarão à venda no local. Informações: (31) 3277-7996.

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