Caffeine Trio planeja lançamento de disco e shows em festivais de inverno

Especializado em interpretação do jazz dos anos 1940-50, grupo se abriu para releituras mais atualizadas do gênero

por Ailton Magioli 24/05/2014 06:00

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Rico Capucho/Divulgação
(foto: Rico Capucho/Divulgação)
A temporada berlinense, no fim do ano passado, fez bem ao Caffeine Trio, que voltou ao Brasil, segundo suas integrantes, aperfeiçoado. “A convivência com o jazz francês e do Leste europeu deu uma apimentada no nosso estilo, que ficou mais suingado”, afirma a cantora Renata Vanucci (contralto), que integra o grupo vocal ao lado de Carol Rennó (soprano) e Sylvia Klein (mezzo-soprano).

Não bastasse o detalhe, as meninas ainda incorporaram à formação o americano William Brichetto, contrabaixista da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais (OFMG), e Geovane Paiva, adepto da guitarra manouche (violão cigano), responsável pela adesão do trio a ritmos como a rumba e a música flamenca. Dependendo do formato da apresentação, o Caffeine ainda inclui bateria e metais na formação, que esbanja suinge.

Em nova temporada berlinense há cinco anos, Sylvia Klein veio especialmente a Belo Horizonte para ensaiar dois novos arranjos do Caffeine. Trata-se de 'Tico-tico no fubá', de Zequinha de Abreu, e 'Meu sangue ferve por você', de Sidney Magall, feitos especialmente para o trio pelo violonista clássico carioca Fábio Adour. “Apesar de a gente fazer um jazz mais pop, cantar a três vozes não é fácil”, diz Sylvia Klein, lembrando que é preciso afinar e timbrar para um bom resultado em trio.

Há um mês na capital, Sylvia lembra que normalmente ela vem, fica três mês e retorna à Alemanha, onde desenvolve carreira solo de concertista erudita. “Mas o trabalho que me enche os olhos e ouvidos, atualmente, é o Caffeine Trio. É muito prazeroso”, justifica a cantora, salientando o fato de ser trabalho demais, diário e intenso.

Enquanto ensaiam novos arranjos, as integrantes do grupo preparam o lançamento da campanha de gravação do primeiro disco, a partir de agosto. Se no início o Caffeine se limitava à interpretação do jazz dos anos 1940-50, depois da temporada berlinense o trio se abriu para releituras mais atualizadas do gênero.

Com notável desenvoltura cênica, Renata, Carol e Sylvia vêm de formação teatral e operística, fazendo dos shows uma verdadeira performance. Em 31 de maio, o Caffeine Trio faz apresentação no Festival de Jazz de Itabira, reservando datas do mês de julho para a temporada de festivais de inverno e de jazz que se aproxima. Posteriormente, elas prometem centralizar o trabalho na gravação do disco, cujo repertório já vem sendo testado. Vêm boas novas por aí.

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