Charles Aznavour completa 90 anos, mas diz que só vai comemorar quando chegar aos 100

Bem-humorado, ícone da música francesa fala sobre envelhecimento e morte em entrevista: ''morrer no palco seria muito pouco para mim''

por AFP Fernanda Machado 22/05/2014 15:04

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STEPHANE DE SAKUTIN / AFP
"Eu não sou supersticioso, mas acho ridículo fazer festa por um ano que acabamos de perder" (foto: STEPHANE DE SAKUTIN / AFP)
Charles Aznavour, que deve soprar suas 90 velas em um palco de Berlim nesta quinta-feira, 22, contou à rádio RTL que havia "parado de celebrar (seu) aniversário aos 50 anos" e que só o fará ao completar os 100 anos. "Eu parei de comemorar meu aniversário aos 50 anos de idade, disse aos meus amigos: da próxima vez será quando em meus 100 anos. Ainda temos tempo", declarou o cantor.

 

Ouça 'Que C'est Triste Venise', um dos sucessos de Aznavour:


"Eu não sou supersticioso, mas acho ridículo fazer festa por um ano que acabamos de perder", acrescentou com bom humor. Confiante de que "a cabeça funciona, mas as pernas um pouco menos", Charles Aznavour, nascido em 22 de maio de 1924 em Paris , disse que "(ser movido) pela felicidade, a alegria de fazer um trabalho que ama e que finalmente o fez feliz, apesar da administração, os meios de comunicação".

"Não foram gentis comigo", considerou, referindo-se em particular às críticas sobre sua voz no início de sua carreira e aos problemas com a Receita Federal. Em uma entrevista ao jornal Parisien/Aujourd'hui em France publicada nesta quinta-feira, ele também evoca a sua morte. "A morte me preocupa. Além disso, eu não assistirei, prefiro assistir a um Woody Allen".

"O que me assusta é não ver mais as pessoas, as coisas", explica, antes de acrescentar: "Mas morrer no palco, seria muito pouco para mim". Comentando sobre seus planos, Charles Aznavour disse que voltará a cantar em Paris "no início do próximo ano". "É como um relógio, eu canto a cada três anos em Paris, para não cansar as pessoas".

O compositor também trabalha em um novo álbum de canções originais, três anos após 'Toujours'. "Eu escrevi 27 músicas e preciso de 14. Vou falar sobre tudo, aldeias abandonadas, croissants de chocolate... Eu certamente irei chamar de 'Nostalgia'".

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