Benito di Paula apresenta sucessos de 40 anos de carreira em em BH

Feliz com a fidelidade dos fãs, cantor diz que seu público chegou à "terceira geração"

por Ana Clara Brant 20/05/2014 06:00

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Marcos Cruz/divulgação
Aos 72 anos, Benito di Paula volta a Belo Horizonte e avisa: só canta se tiver piano de cauda no palco (foto: Marcos Cruz/divulgação)
Já faz um bom tempo que Benito di Paula, de 72 anos, não se apresenta em Belo Horizonte. “Não sou muito bom de data, idade, essas coisas”, diz ele, ao comentar que não se lembra de seu último show na capital mineira. O músico Rodrigo Vellozo, de 32, conta que há pelo menos cinco anos o pai não aparece em BH. Nesta terça, o rei do “samba joia” vai cantar no Grande Teatro do Sesc Palladium. O filho fará participação especial.

“Conheci muito o antigo Palladium, mas nunca estive nesse de agora, reformado. Sempre fico junto do meu povo, e o mineiro é diferente, gosta demais de música. Estou muito feliz em voltar à cidade”, afirma o cantor e compositor, destacando que seu público já está na terceira geração. “Isso é bem bacana”.

Com 40 anos de carreira, sempre com seu terno e o inseparável piano de cauda, Benito di Paula – batizado Uday Vellozo – vai revisitar os sucessos de sua trajetória. Não faltarão hits como Retalhos de cetim, Do jeito que a vida quer, Tudo está no seu lugar, Mulher brasileira, Charlie Brown, Amigo do sol, amigo da lua, Bandeira do samba, Sanfona branca e Ah! Como eu amei.
“É um show normal. Toco tudo o que o povo quer ouvir e cantar, nunca parei de trabalhar durante essas quatro décadas.

Também faço homenagem a gente que admiro, como Ataulfo Alves e Ary Barroso. Estou preparando um disco de inéditas, mas por enquanto não vou adiantar nada, não. Ele deve ser lançado depois da Copa do Mundo”, avisa Benito.

Viagem Nascido em família de ciganos, o cantor não nega o seu DNA: a cada hora está em um lugar. “Adoro viajar, mas sou muito exigente. Como tem o piano, não me apresento em qualquer lugar, só com a estrutura necessária. Graças a Deus, o meu público é grande e sempre me acompanha”, diz Benito.

Em quase todas as suas apresentações no Brasil e no exterior, o cantor conta com a participação de Rodrigo Vellozo. “Ele é muito melhor pianista e compositor do que eu”, diz Benito, orgulhoso.

O jovem iniciou sua trajetória artística aos 4 anos, acompanhando o pai em um projeto para a Campanha da Fraternidade, organizada pela Igreja Católica. Em 1986, Rodrigo gravou a oração de São Francisco. Formado em piano, ele tem dois discos no currículo. O primeiro, Samba de câmara, mistura o ritmo com a música erudita. O outro, que presta homenagem aos 40 anos de carreira de Benito, conta com convidados especiais.

Agora, Rodrigo Velloso prepara a terceiro álbum. “Nem meu pai sabe ainda o que vou aprontar. Terá samba, mas também a veia meio pop, uma coisa mais livre. As letras e as melodias são todas minhas. É um trabalho totalmente autoral”, destaca.


BENITO DI PAULA
Terça, às 21h. Grande Teatro do Sesc Palladium, Rua Rio de Janeiro,1.046, Centro. Inteira: R$ 120 (plateia 1), R$ 100 (plateia 2) e R$ 80 (plateia 3). Informações: (31) 3270-8100 e www.ingresso.com.

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