Rosa Passos faz show com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais

Concerto será nesta sexta-feira, às 20h, no Cine Theatro Brasil

por Walter Sebastião 16/05/2014 06:00

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Maria Tereza Correia/EM/D.A Pres
(foto: Maria Tereza Correia/EM/D.A Pres)
“Fazer show com orquestra é um momento mágico, me sinto no céu”, conta Rosa Passos, que faz show hoje com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, regida pelo maestro Marcelo Ramos. A cantora valoriza o conjunto de canções do repertório, formado por clássicos da MPB. Mas também não esconde o encanto com 'Desenho de giz', de João Bosco, e 'Vivo sonhando', de Tom Jobim. “Os arranjos estão belíssimos. Foi momento que mexeu muito comigo”, continua. “Temos uma das músicas populares mais bonitas do mundo. Antônio Carlos Jobim, assim como Dorival Caymmi, é universal, brasileiríssimo e eterno. Tem elegância e suingue”, completa, acrescentando à lista Ary Barroso. “É essa a música que adoro e faço.”


Rosa Maria Farias Passos é uma baiana de Salvador, de 62 anos, cantora, violonista e compositora. Quando criança, tocava piano, que trocou pelo violão na adolescência, depois de ouvir discos de João Gilberto e Tom Jobim. E sozinha com o violão, orgulha-se, fez show no Carnegie Hall, em Nova York. O primeiro disco foi 'Recriação' (1979), e de lá para cá foram outros tantos, até o recente 'É luxo só', de 2012, que a levou a noites de jazz pelo mundo afora, com direito a receber o título de doutora da Berklee College of Music. “Hoje me sinto à vontade como intérprete”, observa, se definindo entre aqueles que “colocam a música no colo quando estão cantando”. E vai logo avisando que não aprova excessos dramáticos, preferindo quem canta de forma contida.

“É preciso dizer as coisas com o coração, com dinâmica que tenha beleza, sensibilidade, leveza, alegria”, ensina. “E respeitar a letra, música e a história que você está cantando.” Rigor que vem da convicção que música é manifestação espiritual. “Sou kardecista”, justifica. “E nessa encarnação minha missão é passar paz, amor, alegria com meu dom. O que considero um privilégio.”. Vem dai, acrescenta, o cuidado de só fazer música “de qua-li-da-de”, mesmo sabendo que é caminho mais árduo.

BRASIL SINFÔNICA
Rosa Passos e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, nesta sexta-feira, às 20h, no Cine Theatro Brasil Vallourec (Praça Sete, Centro).Ingressos a R$ 60. e R$ 30 (meia-entrada). Informações: (31) 3201-5211.

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