Preta Gil bota o bloco na rua

Cantora chamou os amigos para o registro de seu show em DVD, feito na medida para quem quer dançar e pular

por Mariana Peixoto 10/05/2014 06:00

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Leo Aversa/Divulgação
A cantora Preta Gil virou musa do carnaval, o que explica o cuidado que ela teve com a seleção do figurino e efeitos visuais no palco (foto: Leo Aversa/Divulgação)
Ela é filha de Gil, afilhada de Gal e tem muitos e bons amigos. Preta Gil já atacou de atriz, apresentadora de TV e protagonizou polêmicas na internet. Com 10 anos de carreira discográfica e prestes a completar 40 de idade, parece ter se encontrado na música. Algo festeira como ela, que acabou, quem diria, virando musa carnavalesca com o Bloco da Preta. Criado no Rio de Janeiro, chegou a arrebanhar três milhões de foliões durante a festa. Esperta que só ela, Preta viu que havia potencial para sair do Rio e ganhar o país. Bloco da Preta, já apresentado em diferentes versões por várias cidades, tem agora seu registro em DVD, em que a cantora não economizou nos convidados e nas trocas de figurinos.

Em quase uma hora e meia, Preta desfia um repertório feito para dançar. Tanto por isso não há limites. Tem axé, sertanejo, funk, pagode e samba, cada estilo com um representante. Lulu Santos, que já foi “chefe” de Preta no reality show The voice Brasil, participa de Condição, de sua própria lavra. Musa do funk domesticado, Anitta ataca em Take it easy. Outro nome bastante popular, Thiaguinho é o intérprete de Pega ou desapega, enquanto o Monobloco manda ver em Chama a Preta. Ainda tem Ivete Sangalo, nome maior da turma dos trios elétricos, que dá uma palinha no show com Amiga irmã.

O Bloco da Preta surgiu como um desdobramento do chamado Noite Preta, show que ela montou há cinco anos. “A partir desse show, comecei a viajar o Brasil todo”, explica a artista. “Resolvi focar muito na estrada, que é fundamental para o artista. Eu vivo de estar no palco, nos primeiros anos de carreira fiz novela, programa de TV, então deixei a estrada de lado. Agora não, estou 100% na música, ela é a minha rotina. Esporadicamente posso fazer outra coisa.” Segundo ela, a matemática deu certo: Preta faz em média 12 shows por mês. Isso porque quer, pois a demanda é maior. “Entre 2011 e 2012 fazia até 20 shows por mês, o que acabou me sacrificando muito”, conta.

Com um repertório que é uma grande miscelânea para pular – há também O canto da cidade, de Daniela Mercury: País tropical, de Jorge Ben Jor; uma série de pot-pourris que misturam Barão Vermelho, Beth Carvalho, Carlinhos Brown e outros tantos –, ela ainda aparece como coautora de uma das faixas, Esculacho, uma das quatro que já compôs. “Tenho dificuldade para compor, pois isso exige concentração e sou muito dispersa. Quando estou com meus músicos junto, acabo soltando uma frase, vem uma melodia. Tenho vontade de trabalhar esse lado compositora. Já gravei outras duas (em trabalhos anteriores) e ainda tenho uma perdida por aí”, conclui.

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