Diversidade de propostas musicais marcou a 14ª edição do Prêmio BDMG Instrumental

Com composições próprias e releituras, os vencedores foram anunciados domingo à noite

por Eduardo Tristão Girão 29/04/2014 10:11

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Élcio Paraíso/Bendita/Divulgação
O saxofonista Sérgio Danilo, o guitarrista Samy Erick, o pianista Marcus Abjaud e o violeiro Fabrício Conde foram os ganhadores do festival de música instrumental (foto: Élcio Paraíso/Bendita/Divulgação )
O 14º Prêmio BDMG Instrumental teve uma de suas edições mais ecléticas no último fim de semana, com 12 músicos representando diferentes estéticas. Na noite de domingo, no Teatro Sesiminas, em Belo Horizonte, foram revelados os nomes dos principais vencedores: Marcus Abjaud (piano), Fabrício Conde (viola caipira e cuatro), Samy Erick (guitarra) e Sérgio Danilo (saxofone e flauta). Só podem participar músicos mineiros ou que residam no estado há pelo menos dois anos.

O evento também contemplou premiações nas categorias arranjo (Berimbau, de Baden Powell e Vinicius de Moraes, feito por Samy), músico acompanhante (o baterista Felipe Continentino) e instrumentista (o violonista Chrystian Dozza). As apresentações foram realizadas sexta-feira e sábado e a comissão julgadora selecionou os seis melhores concorrentes para retornar no domingo. Cada um apresentou duas músicas de autoria própria e um arranjo para uma peça de um terceiro (em geral, de compositores conhecidos).

Os quatro melhores receberam R$ 9 mil (cada) e terão a oportunidade de mostrar o próprio trabalho em shows em Belo Horizonte (com participação de um convidado especial) e em São Paulo – este último como parte do projeto Instrumental Sesc Brasil e gravado pelo Sesc TV. O baterista Leo Pires e o violonista Chrystian Dozza, os outros dois concorrentes que chegaram à final, receberam prêmios individuais de R$ 3,5 mil, mesmo valor destinado aos melhores arranjador, músico acompanhante e instrumentista.

Competindo pela terceira vez, o saxofonista Sérgio Danilo deixou de lado o estilo gafieira para demonstrar suas qualidades de improvisador em faixas mais ousadas, como Cromatismo craniano, além de fazer bonito com a flauta em sua releitura de Vovô Manuel, de Nailor Proveta. Os sopros também marcaram significativa presença nas performances do guitarrista Samy Erick, que contou com saxofone e trompete em sua banda para defender composições influenciadas pela bossa, como Roditi.

América De Juiz de Fora veio Fabrício Conde, que impressionou com sua viola caipira de cabaça ao interpretar o tema próprio Mi casa. Demonstrou bom domínio técnico do instrumento, tocado sem obrigação de prestar tributo ao legado regional. O músico, que se dedica à pesquisa musical em países da América do Sul, também tocou cuatro, instrumento de cordas venezuelano. A propósito, ele está preparando o lançamento de Campesinos, disco dedicado à sonoridade latina.

Por fim, Marcus Abjaud mostrou boas composições, como Prana e Soho, além de uma inspirada versão de Oração ao tempo, de Caetano Veloso. Sua performance foi abrilhantada pela presença de alguns dos melhores instrumentistas da nova geração em Belo Horizonte: o guitarrista Matheus Barbosa (vencedor da edição de 2010 do prêmio), o baixista Frederico Heliodoro (vencedor da de 2009) e o baterista Felipe Continentino (melhor músico acompanhante deste ano).

Os demais concorrentes do prêmio foram Jorge Bonfá (violão), Júlio Curi (guitarra), Grupo Feijão de Corda (Hudson Vaz, Luiz Enrique e Zazú), João Paulo Avelar (baixo), Marcelo Morais (guitarra) e Vaninho Vieira (violão). Todos foram selecionados por comissão formada pelos músicos André “Limão” Queiroz, Geraldo Vianna e Cléber Alves e posteriormente avaliados por banca julgadora composta por músicos, produtores culturais e jornalistas.

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