Sérgio Santos recebe o carioca Paulo César Pinheiro no Café 104

Mineiro e carioca comemoram uma parceria musical que já dura mais de 20 anos

por Carlos Herculano Lopes 16/04/2014 00:13

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Dila Puccini/Divulgação
Sérgio Santos e PC Pinheiro formam uma das duplas de autores mais criativa da MPB na atualidade (foto: Dila Puccini/Divulgação )
Uma conversa que vai render ótimas histórias sobre os bastidores da música popular brasileira e os processos de criação antes de chegar aos ouvintes. É o que promete a programação de hoje do Café 104 com a reunião de dois amigos que são parceiros há mais de 20 anos: o carioca Paulo César Pinheiro e o mineiro Sérgio Santos. O encontro faz parte do projeto Retratos de artista: molduras do pensamento. Juntos, os dois bambas do samba já fizeram cerca de 250 músicas, formando uma das duplas mais respeitadas da MPB na atualidade.

Com 66 anos de idade e trabalhos ao lado de mestres como Tom Jobim, Baden Powell, João Bosco e João Nogueira e com músicas gravadas por divas como Maria Bethânia, Simone, Elis Regina e Clara Nunes, com quem foi casado, PC Pinheiro também colaborou com os conjuntos MPB-4 e Quarteto em Cy. Ele lembra, no entanto, que a parceria que durou mais tempo até hoje foi com Sérgio Santos. “E está longe de acabar. Tanto que o último disco dele só tem músicas nossas. O Sérgio e Dori Caymmi são meus parceiros mais constantes”, diz o letrista.

Paulo César Pinheiro aproveita o encontro de hoje para lançar o romance Matinda, o bruxo, publicado pela Editora Leya. A história, que se passa no sertão mineiro, nasceu a partir de duas canções suas feitas nos anos de 1960: Sagarana, inspirada no livro homônimo de Guimarães Rosa, em parceria com João de Aquino, e Matinta Perê, com Tom Jobim. “Como ainda não tinha mostrado o livro aos mineiros, achei que este é o momento oportuno.”

Mineiro de Varginha, de 57, Sérgio Santos conta que sua história com Paulo César Pinheiro começou, indiretamente, durante um festival da canção na cidade paulista de Avaré, quando ficou conhecendo o compositor Moacir Luz. Na ocasião, Sérgio mostrou a Moacir Luz algumas músicas suas à espera de letras, e este lhe disse que iria apresentá-lo a alguém da área, mas não disse quem. “Algum tempo depois, no Rio de Janeiro, o Moacir me colocou em um carro e me levou a uma casa, que era de ninguém menos que Paulinho. Quase caí para trás”, lembra Santos.

Retratos de Artista: Molduras do Pensamento
Com Paulo César Pinheiro e Sérgio Santos. Hoje às 19h30, no Café 104 (Praça da Estação, 104). Entrada franca. Lotação máxima de 120 pessoas. Informações: (31) 3037-8691.

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