Raiz do Sana faz show de lançamento do CD Fio da navalha no Music Hall

Álbum tem participações de Geraldo Azevedo e do multi-instrumentista Carlos Malta

por Ana Clara Brant 12/04/2014 00:13

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Márcia Ramalho/Divulgação
Grupo Raiz do Sana, formado por músicos fluminenses, mantém contato permanente com as raízes culturais da região de Macaé (foto: Márcia Ramalho/Divulgação)
Para eles, forró é muito mais do que um trio de sanfona, zabumba e triângulo. Tanto que fazem uma fusão de xotes, xaxados, maracatus e baiões com outros ritmos e elementos, como o rock, a salsa, o samba e o soul. Uma mistura que criou som autêntico, bem a cara do grupo fluminense Raiz do Sana, que está lançando seu quinto álbum, Fio da navalha.

A banda vem apresentando o novo trabalho em alguns shows pelo país e depois de quatro anos sem pisar em um palco de Belo Horizonte, os forrozeiros retornam sábado à noite à capital mineira, onde tocam no Music Hall. “Nunca nos deixamos prender pelas amarras. Nosso compositor, Elysio, deixa tudo acontecer, vem do jeito que vem. Tem músicas dele que não eram forró e a gente transformou em forró. Ou uma que era forró e a gente deu um toque de samba. Essas misturas só enriquecem. E como somos um grupo de sete cabeças diferentes, acaba saindo essa salada, com som muito nosso, autêntico. Temos muito orgulho”, ressalta o percussionista Raphael Rabello.

O disco que está chegando ao mercado foi produzido pelo sistema de crowdfunding (“vaquinha” virtual) e traz sonoridade bem típica do Raiz do Sana. Além de ser essencialmente autoral, o repertório segue a linha dos anteriores, com músicas que carregam mensagens de paz, respeito e equilíbrio e, sobretudo, tendo o amor como protagonista.

Segundo Raphael, Fio da navalha é disco com os arranjos mais sofisticados dos cinco já produzidos pelo grupo, resultado do processo natural de amadurecimento dos músicos. “Acho que o grande diferencial do álbum é o número de participações de artistas da música popular, como o Carlos Malta, conhecido por seu trabalho com instrumentos de sopros e que participou de Flor do vazio, Metáfora e Tambores de Oxalá. Em Vagabundo rural, é a vez do cantor e compositor baiano Maurício Baia, e a cereja do bolo é Geraldo Azevedo, que canta em Viola morena”, frisa.

Ele destaca também a colaboração dos amigos, parentes e dos fãs na hora de contribuírem com o financiamento coletivo para a produção do CD. “Já tínhamos um grande número de composições gravadas e foi a maneira que encontramos de lançá-las, já que não temos uma gravadora por trás, ninguém injetando grana. É nessas horas que a gente percebe o carinho das pessoas, a mobilização dos amigos”, reconhece.

Macaé

Tudo começou em 1998, no Vale do Sana, distrito de Macaé, a 180 quilômetros do Rio de Janeiro. Da formação original, apenas um dos integrantes era da cidade e hoje, dos sete músicos que fazem parte do grupo – Tati Veras (voz), Elysio (baixo), Rodrigo Ramalho (sanfona), Léo Oliveira (cavaquinho e guitarra), Frank Furtado (zabumba), Raphael Rabello (percussão) e Rodrigo Bucair (percussão) –, quatro moram lá. “Ninguém é nativo, mas a matriz da banda é em Macaé, no Vale do Sana. A maioria dos ensaios aé feita lá, os equipamentos estão lá. É nossa base mesmo, nossa raiz”, resume Raphael. Depois de BH, a banda volta para o Rio, onde faz show de lançamento na próxima quinta no Circo Voador.


RAIZ DO SANA
Show de lançamento do CD Fio da navalha. Sábado, às 22h, no Music Hall (Avenida do Contorno, 3.239, Santa Efigênia). Ingressos: R$ 30 (1º lote) e R$ 40 (2º lote). Participação do Trio Lampião (BH) e do Trio Bastião (SP). Vendas on-line: www.sympla.com.br. Informações: (31) 9164-7348 e (31) 8802-6685. O CD será vendido a R$ 16.

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