Vanessa da Mata lança o disco 'Segue o som' apostando no trabalho autoral

Treze das 14 faixas são assinadas por ela

por Ana Clara Brant 05/04/2014 00:13

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Marcos Hermes/divulgação
A mato-grossense Vanessa da Mata, que lança o sexto CD de estúdio, diz que adora contar historinhas em suas composições (foto: Marcos Hermes/divulgação)
Vanessa da Mata não tem dúvida: 'Segue o som' é o seu melhor disco. Depois do sucesso do projeto dedicado a Tom Jobim, apresentado no ano passado, a cantora e compositora se dedica novamente a uma iniciativa autoral. Quando mostrou suas canções ao parceiro e amigo Kassin, Vanessa foi logo persuadida a entrar em estúdio.

“No fim das contas, a pressão foi boa. Os produtores Kassin e Liminha estão comigo há anos, sem eles meu trabalho não seria o mesmo. Nesse álbum surgiu um som que sanou o desejo de voltar a mostrar as minhas próprias músicas”, revela.

Da primeira à última faixa, Segue o som é rico de sensações melódicas e harmônicas, cheio de suingue e misturas. As 14 canções são assinadas pela mato-grossense, com exceção de Sunshine on my shoulders, de John Denver, Dick Kniss e Mike Taylor. “Nunca tive apenas um som. Gosto de mesclar as coisas, trazer um carimbó diferente, um axé do começo, de brincar com tecnologias. A gente tem de tudo um pouco”, resume Vanessa.

Uma das melhores faixas é a alegre Rebola nega, inspirada na história real de uma mulher batalhadora que sofre com a violência e a injustiça. “Se ela rebola e se diverte, mesmo sem tempo para respirar, no final também rebolo até o chão”, comenta a compositora.

A delicada My grand-mother told me – Tchu bee doo bee doo, uma das preferidas de Vanessa (sua primeira canção composta em outro idioma) é “singela, engraçada e poética”, define. “Costumo usar muito a expressão ‘a minha avó me disse’, mas, no caso dessa música, não foi exatamente assim. É apenas uma brincadeira: conta a história da menina entorpecida pela paixão, que começa a enxergar a vida com mais beleza. Tem a pegada dos anos 1930, aquela coisa do romantismo mais exacerbado”, analisa.

Músicos


Os produtores Liminha e Kassin tocam no disco, que conta também com os instrumentistas Marcelo Jeneci, Lincoln Olivetti e Stephane San Juan. “São poucos músicos, cada um traz coisas bem pontuais, o que é importante. Todos estavam muito inteirados das melodias, da harmonia e das letras. A dupla Liminha/Kassin ajudou em tudo decidindo, reajustando e rearranjando”, destaca.

Desde o primeiro disco, lançado em 2002, Vanessa chamou a atenção por ser autora das próprias canções. “Desenvolvi um trabalho em que as pessoas querem ouvir algo meu. Criei o hábito de cantar e contar as minhas próprias historinhas, minhas observações. Fui escrevendo sobre a vida, os seres humanos, suas relações. Pelo visto, agradou”, constata ela.

Recém-contratada da Uns Produções, de Paula Lavigne, Vanessa prepara-se para lançar Segue o som em um palco onde nunca se apresentou: o carioca Circo Voador. A estreia está marcada para dia 25. “Já vi shows antológicos ali, a plateia participa demais. Vai ser bacana abrir a turnê no Circo ”, conclui.

Ouça a faixa 'Rebola Nêga', de Vanessa da Mata:

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