Cezzinha lança disco e DVD com participações especiais de Alcione, Zélia Duncan e Elba Ramalho

Trabalho do cantor e sanfoneiro exalta raízes culturais do artista pernambucano

por Ana Clara Brant 26/03/2014 06:00

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Som Livre/Divulgação
(foto: Som Livre/Divulgação )
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primeira vez a gente nunca esquece. O cantor, compositor e sanfoneiro pernambucano Cezzinha reuniu convidados e amigos para a gravação em sua cidade natal, Recife, de seu primeiro DVD, um trabalho mais que especial. “Apesar de ter participado de vários DVDs de outros colegas, é diferente quando você constrói a própria história. Foi uma experiência nova, muito forte e a realização de um sonho”, celebra.


O projeto, que resultou também em CD, o terceiro da carreira, contou com participações de Alcione, Zélia Duncan e Elba Ramalho, além de artistas conterrâneos, como Terezinha do Acordeom, Jorge de Altinho, Maciel Melo, Santanna, Tião Rodrigues, André Rio, Almir Rouche e Nando Cordel.


No repertório, músicas autorais, parcerias e canções dos ídolos Dominguinhos e Sivuca. Um romance de novela, Um anjo pra cuidar de mim, Deixa de sofrer e Já com saudade são alguns dos temas, além de regravações de Feira de mangaio e Eu só quero um xodó. “Todos que estão ali fazem parte da minha trajetória. É um trabalho voltado para a cultura popular e, sobretudo, nordestina. Fiz questão de exaltar as minhas raízes e as minhas referências”, destaca.


Cezzinha, que na verdade, se chama César Thomaz, tem 30 anos e ganhou o nome artístico do padrinho Dominguinhos no mesmo dia em que o conheceu. “Era dia do meu aniversário e estava em um bar à noite. Foi então que ele chegou e disse: ‘Vou chamar um caboclo que é novinho e talentoso. Vem aqui Cezinha’. E aí ficou. Foi um presentão. Um encontro magnífico”, recorda-se do amigo, que morreu no ano passado.


Nessa época, Cezzinha ainda assinava com um zê só e estava no início da carreira. Acrescentou mais uma letra há pouco tempo, mas nada a ver com questões de numerologia. “Começou a surgir um monte de César e Cezinha por aí, quando parti para a carreira solo, há uns dois anos, e resolvi colocar mais um zê para diferenciar”, explica.

NO PEITO O artista aprendeu a tocar sozinho e aos 13 anos já se apresentava profissionalmente. Desde pequeno se encantou pela sanfona, instrumento que “fez a lavoura virar ouro” em sua casa e o ajudou a sustentar a família. “Como ela fica colada no meu peito, é como se fosse uma extensão do coração. A sanfona transformou a minha vida. Já tenho quase 20 anos de carreira. É uma história danada de grande”, ressalta.


Quando começou a cantar, as comparações com o timbre de voz de Dominguinhos foram inevitáveis. Mas ele não se incomoda. “Fico honradíssimo com isso. Assim como Dominguinhos era comparado com o Luiz Gonzaga, me comparam com o Dominguinhos. Eles defenderam com unhas e dentes nossa cultura. Por isso esse DVD também é uma homenagem a eles, que enfrentaram tantas dificuldades. Se hoje a música nordestina e os sanfoneiros têm tanta receptividade devemos a eles”, acredita.


Cezzinha diz que tanto o CD quanto o DVD estão em fase de divulgação e o lançamento deve ocorrer durante os festejos de são-joão, em junho. Mesmo com a Copa do Mundo, ele assegura, que nada vai atrapalhar. “Recife é uma das sedes do Mundial, mas o pessoal sai do jogo e cai direto no forró. Tudo vira festa”, diverte-se.

Assista ao trecho do DVD de Cezzinha:

 

 

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