Zé Miguel Wisnik faz duas apresentações em BH, no Teatro Bradesco

Cantor lança o álbum duplo 'Indivisível' com shows nesta sexta e sábado

por Ailton Magioli 22/11/2013 06:00

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Renato Stockler/Divulgação
(foto: Renato Stockler/Divulgação)
Presença rara na cena belo-horizontina, o paulista Zé Miguel Wisnik compensa a sentida ausência em dois tempos. Faz show de lançamento nesta sexta-feira, no Teatro Bradesco, do álbum duplo 'Indivisível', e tem como convidado o cantor Celso Sim. Sábado, no mesmo local, apresenta 'A olhos nus' e tem Ná Ozzetti, principal porta-voz de sua música, como convidada.


Indivisível tem as músicas mais recentes de autoria de Wisnik, como 'As estrelas sabem', da parceria com Arnaldo Antunes, e também as mais ligadas a questões contemporâneas, caso de 'Os ilhéus', sobre poema de Antonio Cícero “que fala de tsunamis reais e figurados que se abatem sobre nós.” Ou ainda 'A liberdade é bonita', que ele classifica de “funk filosófico”.

O paulista promete apresentar no show de sexta criações como 'Assum branco' e 'Mortal loucura', feitas por ele para a trilha sonora de 'Parabelo' e 'Onqotô', ambas coreografias de Rodrigo Pederneiras para o Grupo Corpo. Além de incluir no repertório 'Feito para acabar', da parceria com Marcelo Jeneci e Paulo Neves, e 'Tristeza do Zé', com Luiz Tatit.

'A olhos nus', com participação de Ná Ozzetti, segundo ele diz, é uma viagem pela história musical em comum de ambos, com direito a revisita a canções que permeiam essa história. Como a música que batiza a própria apresentação. Além disso, 'Som e fúria', 'Pesar do mundo' e 'Orfeu' estarão no show, que ainda incluirá canções que ele e Ná nunca gravaram, caso de 'Louvar' e 'Tudo vezes dois', que faziam parte do repertório pessoal e afetivo de ambos e agora abrem e fecham, respectivamente, a apresentação.

“Também haverá canções recentes, caso de 'Miragem', da parceria com minha filha Marina Wisnik, 'Baião de quatro toques' e 'Tenho dó das estrelas'”, acrescenta Wisnik. Ele apresentará pela primeira vez uma parceria com Dominguinhos, com música que o artista pernambucano improvisou e deu a ele de presente, pouco antes de adoecer.

O convite a Ná Ozzetti não foi à toa. Ela foi a primeira cantora com quem Zé Miguel Wisnik fez shows, além de ser a primeira a gravar um conjunto de canções de autoria dele. “Sempre fui muito próximo do pessoal do Rumo, de Luiz Tatit. As gravações de 'Sua estupidez' e 'Dio come ti amo', de Ná, estão entre as canções que mais me emocionam até hoje”, afirma. Ele sente muita afinidade com o modo como ela canta: “Uma transparência a ‘olhos nus,’ digamos assim, de quem tem perfeito domínio vocal, sem que a técnica envernize a música. Sentimento e entendimento do que canta, do que a canção está falando no fio delicado e radioso da voz”.

ZÉ MIGUEL WISNIK
Shows sexta e sábado, às 21h, no Teatro Bradesco, Rua da Bahia, 2.244, Lourdes. Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20
(meia-entrada). Informações: (31) 3516-1360.


Mestres informais
Cantar é a única atividade pública que o cantor, compositor, escritor, ensaísta e professor Zé Miguel Wisnik começou a fazer sem um longo preparo prévio. Artista que não gosta da expressão “cantautores”, importada da língua espanhola, ele acredita que isso trazia sofrimento às suas performances, contribuindo para que não soubesse de onde vinha a voz, e se ela viria ou não. “Fui aprendendo com a prática, com a observação dos cantores e cantoras que tive por perto e com ensinamentos que fui extraindo deles em conversas. Ná Ozzetti, aliás, foi uma das principais, entre essas mestras informais que tive. Hoje, tenho enorme prazer em cantar. Só não posso me entusiasmar demais”, afirma.

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