Jota Quest convida todo mundo para dançar com novo disco, 'Funky funky boom boom'

Sétimo álbum de estúdio tem participação do guitarrista Nile Rodgers

por Mariana Peixoto 12/11/2013 00:13

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Maurício Nahas/Divulgação
Flausino assume a opção pelo pop festeiro e diz que fez disco para divertir, não para mudar o mundo (foto: Maurício Nahas/Divulgação)
Quando lançou La plata (2008), o Jota Quest tinha a intenção de deixar o lado as baladas. Fez um álbum dançante – “com músicas sofisticadas”, diz Rogério Flausino – que as rádios não “compraram”. O que vingou foi novamente uma balada, 'Vem andar comigo'. “A gente não tem muito controle do que toca em rádio.” E a banda, naquele período, ainda vinha numa esteira delas, como 'Amor maior', 'Além do horizonte', 'O sol'. Era hora de renovar. Isso só ocorre cinco anos mais tarde, depois de um período celebrativo (com a coletânea '15 anos' e o registro ao vivo e cheio de convidados 'Folia & caos'). É uma renovação em termos. Com 'Funky funky boom boom'  (FFBB) , sétimo álbum de estúdio do quinteto, o Jota está longe de inventar a roda. Só vai atrás de sua própria história, iniciada nos anos 1990, sob influência do funk e soul. Música de balada, (quase) sem baladas, com o perdão do trocadilho.

Agora, vem bem acompanhado. A cozinha, desde sempre o ponto forte da banda, conseguiu um nome de peso. Jeff Barnes, produtor norte-americano que atualmente responde pelo baixo do Chic, assumiu a produção. A reboque, trouxe o guitarrista Nile Rodgers, um dos nomes mais celebrados do ano graças à participação em 'Random access memories', do Daft Punk. Os gringos levaram o álbum para outra seara (há três engenheiros também dos EUA e a masterização foi feita em Los Angeles). Prolífico em parceiros e participações, FFBB tem dois outros coprodutores, Adriano Cintra (ex-CSS) e Pretinho da Serrinha (Seu Jorge), mais o percussionista Mauro Refosco (atualmente com o Red Hot Chilli Peppers), China, Seu Jorge, Gabriel Moura e uma pá de gente. Mas não se engane. A despeito da roupagem, o Jota fez um disco absolutamente pop, festeiro. 'Mandou bem', primeiro single em alta rotação nas rádios, é prova disso. Com uma parede sonora potente, a primeira música com a assinatura da guitarra de Rodgers ganhou logo o gosto do público. 'Imperfeito', outra gravada por Rodgers, pode seguir o mesmo caminho (e assinatura da guitarra dele realmente faz a diferença). Cheia de efeitos eletrônicos (inclusive vocoder), Entre sem bater abre o álbum, seguida de 'Ela é do Rio', outra dançante, com letra despretensiosa. 'Um tempo de paz' é uma típica canção radiofônica de refrão grudento; 'Jota Quest convidou' tem um lado samba-rock, daquelas músicas de baile que Seu Jorge (um dos autores) faz com maestria. O clima arrefece em 'Waiting for you', reggae lento que tem uma versão mais dançante no final do álbum; 'Realinhar', balada soul composta com China; e 'Dentro de um abraço' (adaptação de texto de Martha Medeiros). É pouco levando-se em consideração um universo de 15 faixas. “É um disco que volta às origens, de uma banda leve que não quer mudar o mundo”, resume Flausino. Duas perguntas para… Rogério Flausino, cantor e compositor

Numa época em as bandas lançam EPs vocês chegam com um disco com 15 faixas e quase uma hora de duração. Por quê? Desde o começo o nosso papo era fazer um disco de 10, 11 músicas. No final tínhamos 20 e estávamos apaixonados por elas. Não lembro quem falou “tem cinco anos que a gente não lança disco novo, vamos colocar um monte de música mesmo”. Vai que demoramos outros cinco? E fizemos na última semana dois ensaios abertos (um em Curitiba e outro em Lorena, interior de São Paulo), quando tocamos sete novas. Elas desceram redondo, um monte de gente cantava os refrões das novas. Isso é um bom sinal, de que é um disco acessível. A produção do Jeff Barnes pesou muito na decisão de fazer um álbum que enfatizasse o lado soul/funk da banda? Na verdade, estávamos cozinhando a ideia de um disco dançante, que trouxesse a alma do início da carreira. Estou muito feliz porque fiz o disco que queria. Somos uma banda que tem que tocar no rádio. Isso deixa todo mundo feliz: nós, os fãs, a gravadora. Aliamos a cozinha tradicional do Jota, de soul/funk/disco, com letras simples, que falam do nosso dia a dia. É um papo para a galera, não tem papo-cabeça. Ouça à faixa 'Imperfeito', de Jota Quest feat. Nile Rodgers:

 

 

 

 

Ouça ao álbum 'Funky funky boom boom', na íntegra:

 

 



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