MPB 4 traz a Belo Horizonte show de seu novo disco, 'Contigo aprendi'

Grupo se apresenta nesta sexta-feira no Grande Teatro do Sesc Palladium

por Ailton Magioli 01/11/2013 06:00

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Ricardo Tate/Divulgação
(foto: Ricardo Tate/Divulgação)
Um ano depois da morte de Magro Waghabi (1943-2012), o MPB 4 retorna a BH para show de lançamento do disco 'Contigo aprendi'. O show será nesta sexta-feira, no Grande Teatro do Sesc Palladium, já com o novo integrante: Paulo Malaguti – mais conhecido por Paulo Malaguti Pauleira, do Arranco de Varsóvia, e que passou também pelo Céu da Boca. “Depois de sacudirmos a poeira e prantearmos o amigo, resolvemos seguir em frente. Paulinho (voz e teclado) vem nos dando força na continuação do grupo”, conta Miltinho (voz e violão). No palco, ao lado de Aquiles (voz e percussão) e Dalmo (voz, violão e percussão), ele interpreta novas versões feitas especialmente para o grupo para clássicos do bolero.


Criado a partir de um trio básico, formado por maraca, timba e violão (o chamado guitarrão, que faz as vezes do baixo e substitui a timba em algumas ocasiões), o ritmo de origem espanhola ganhou fãs no mundo inteiro, em especial no Brasil, onde fez escola. Acompanhado de banda formada por Marcos Feijão (bateria), Pedro Reis (filho de Aquiles, bandolim e guitarra) e João Mário Macedo (baixo), o MPB 4 apresenta sete das 11 faixas do novo disco e revê hits compostos por João Bosco como 'Ronco da cuíca' e 'De frente pro crime'; 'Cicatrizes', de Jorge Araújo; e 'Roda viva', de Chico Buarque; além de abrir uma janela para Tom Jobim ('Chega de saudade', 'Samba do avião' e 'Falando de amor').

Em versões feitas especialmente para o quarteto, por Caetano Veloso ('Sabe Deus'), Celso Viáfora ('Relógio'), José Carlos Costa Netto ('Sabor em mim'), Hermínio Bello de Carvalho ('Quiçá, quiçá, quiçá'), Miltinho ('Contigo aprendi'), Carlos Rennó ('A barca') e Abel Silva ('Tu me acostumaste'), o MPB 4 também reuniu no disco convidados especiais como Duofel, Toninho Horta, Trio Madeira Brasil e Quarteto Maogami.

Na época do lançamento, Magro Waghabi, que assinou a produção, a direção musical e os arranjos do projeto, disse que além de privilegiar as cordas na presença dos convidados, o MPB 4 fez questão de convocar a nata de letristas brasileiros para assinar as novas versões para clássicos do bolero. Também marcam presença no disco os letristas Fernando Brant ('Eu amei uma vez'), Paulo César Pinheiro ('Noite de ronda') e Carlos Colla ('Perfídia'). Miltinho avisa que eles só não tocarão todas as músicas do disco porque deverão abrir espaço para os sucessos do grupo.

MPB 4  CONTIGO APRENDI
Nesta sexta-feira, às 21h. Grande Teatro do Sesc Palladium, Rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro. Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia). Classificação: 14 anos. Informações: (31) 3214-5350.

Três perguntas para...

PAULO MALAGUTI PAULEIRA - Cantor, compositor e pianista

O que significa para você integrar o MPB 4?
No meu caso, é o reconhecimento da militância vocal, que começa nos anos 1980, no grupo Céu da Boca, passa pelo Arranco de Varsóvia, que continuo integrando, e também pelos corais que dirijo e para os quais faço arranjos. É um presente maravilhoso. Antes, eu havia feito inclusive arranjos para o disco que o grupo gravou com o Quarteto em Cy.

O que o grupo tem de mais original?

A escolha do repertório. Isso sempre foi um ponto alto na carreira do MPB 4. Desde a fase inaugural, com o envolvimento social e a contestação, até a adesão à MPB de um ponto de vista muito particular. A gente viaja e eu vejo o carinho do público com eles. O som do MPB 4 é sinônimo de qualidade, inclusive no novo disco que está lançando.

Qual é a importância do MPB 4 para o vocal brasileiro?
É curioso, porque sempre tive a impressão que, agora vendo de perto, está se confirmando: eles são filhos dos Cariocas. Mas o grupo também aderiu ao espírito dos anos 1960, promovendo a volta dos sambistas. Enfim, eles foram justamente os que melhor uniram esses dois mundos, somando isso à direção do repertório.

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