Mario Adnet traz a Belo Horizonte projeto em homenagem a Tom Jobim

Show no Sesc Palladium terá participação do mineiro Lô Borges

por Sérgio Rodrigo Reis 25/10/2013 06:00

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Dani Gurgel/Divulgação
Dani Gurgel/Divulgação (foto: Dani Gurgel/Divulgação)
O compositor e arranjador Mario Adnet agendou uma apresentação especial para marcar sua passagem por Belo Horizonte com a turnê Jobim jazz. Além de estar ao lado da orquestra formada por 13 músicos, convidou o cantor Lô Borges para participação especial no show que faz em homenagem a Antônio Carlos Jobim (1927-1994). O espetáculo, que percorre os 40 anos da produção do artista carioca, será nesta sexta-feira, às 21h, no Sesc Palladium.

Depois de se dedicar à obra de Jobim sob a ótica das cordas de uma orquestra no projeto Jobim sinfônico e de trazer à luz as composições do maestro Moacir Santos (1926-2006) no projeto Ouro negro, Adnet decidiu se dedicar ao diálogo de Tom com os naipes de Moacir. Assim surgiu Jobim jazz, que, inicialmente, deu origem a dois CDs lançados em 2007 e 2011 e, recentemente, ganhou versão para os palcos, que já passou pelo Rio, Brasília, Salvador, Recife, Fortaleza, Porto Alegre. Depois de BH, chegará a São Paulo, no dia 31.

A direção musical e os arranjos são do próprio Adnet – também encarregado do violão –, na apresentação que reúne composições de 40 anos da obra de Tom Jobim, de meados da década de 1950 aos anos 1990, fase final da carreira do maestro. No repertório, os clássicos 'Wave', 'Samba do avião', 'Surfboard', 'Mojave' e 'Takatanga', além de raridades como 'Paulo voo livre' e 'Polo Pony'. “A repercussão tem sido fenomenal. Casa lotada em todo lugar. Em Salvador, tinha até cambista! Estava na porta e veio um tentando me vender o ingresso. Tinha uma foto minha de todo tamanho, mas ele não se ligou que eu era o artista”, diverte-se.

A expectativa para Minas é semelhante. “Jobim, sem dúvida, é um nome. Além do mais, estou pegando um repertório ao qual me dedico há 15 anos. Não tenho nenhuma insegurança. Mesmo assim, a repercussão me surpreendeu.” Parte da boa receptividade se deve à proposta de, em cada lugar, estabelecer um diálogo estético com artistas locais. “Escolhi Lô Borges porque ele fez um 'Desafinado', em Tóquio, em 1996, com orquestra e ficou bem legal. Estou escrevendo um arranjo para tocarmos juntos. Além disso, vamos interpretar 'Trem azul', que Tom gravou em seu último disco: Antônio Carlos Jobim”, anuncia. À exceção do hit de Lô Borges, todas as canções são dos primeiro e segundo discos de Tom.

MARIO ADNET – TURNÊ JOBIM JAZZ

Show nesta sexta-feira, às 21h. Grande Teatro Sesc Palladium, Rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro. Participação especial: Lô Borges. Ingressos: R$ 30 (inteira). 

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