Show nesta terça-feira tem repertório com canções de Marina Lima

Flávio Venturini se junta a Frederico Heliodoro, Pedro Morais e Érika Machado. Apresentação destaca anos 1980

por Ailton Magioli 15/10/2013 08:20

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MTV/Divulgação
Marina Lima, com canções 'Fullgás' e 'Charme do mundo', ajudou a definir o perfil musical da década de 80 (foto: MTV/Divulgação)
Musa da música pop brasileira dos anos 1980, a carioca Marina Lima terá parte de sua obra resgatada por duas gerações de artistas mineiros, hoje à noite, no Grande Teatro do Sesc Palladium, em show do projeto Compositores BR. “Embora digam que aquela foi uma década perdida, as canções de Marina são muito bonitas”, derrama-se o jovem baixista Frederico Heliodoro, que vai abrir o show em trio, ao lado de Marcus Abjaud (piano) e Felipe Continentino (bateria), com versões instrumentais do repertório de Marina.


O cantor Flávio Venturini, por sua vez, vai dedicar-se à porção mais dançante da cantora e compositora carioca, que é o que ele mais gosta de Marina Lima. “Na época em que surgiu, ela fugiu dos padrões da MPB. Foi inovadora ao trocar os então reinantes banquinho e violão pela guitarra e voz. Marina é de personalidade forte”, elogia Flávio, lembrando-se de quando ouviu falar pela primeira vez de uma “cantora sensacional” que havia surgido, de acordo com avaliação do baixista Liminha.

Na apresentação de hoje, além de versões instrumentais das já clássicas 'Fullgás', 'Charme do mundo' e 'O chamado', a cargo do trio de Frederico Heliodoro, o público vai poder curtir, entre outras, 'Pra começar', 'Criança', 'Acontecimentos' e 'Não estou bem certa' na voz de Flávio Venturini. Ele também vai fazer duetos com os cantores Pedro Morais e Érika Machado. “Em alguns casos, mudei muito a harmonia da canção, mantendo apenas a melodia”, anuncia Frederico Heliodoro, que optou pelo baixo elétrico na apresentação.


Para Flávio Venturini, Marina Lima é importante nos anos 1980 por causa da música moderna que trazia, abordando a realidade de uma geração que vivia na balada, além de adepta de relações conturbadas. “Marina captava tudo isso e ainda contava com a poesia rica do irmão Antônio Cícero nas letras das canções”, acrescenta o cantor, salientando que com a guitarra em punho a intérprete carioca entrou na levada do rock de então, que estourava. Flávio lamenta apenas o fato de, duas décadas depois, Marina Lima ter mudado de estilo, diante de problemas nas cordas vocais.


Acompanhado de banda formada por César Santos (guitarra), Aloísio Horta (baixo), André Godoy (bateria) e Cristiano Caldas (teclados), Flávio Venturini vai cantar uma música com cada um dos convidados mais jovens (Frederico, Érika e Pedro), reservando para o final do show a participação de todos em uma canção.


“Foi difícil escolher o repertório”, admite o cantor. A exemplo dele, Frederico Heliodoro também centrou na produção oitentista da artista que, naquele período, vendia 250 mil cópias de discos com facilidade. 'Todas ao vivo' e 'Virgem' são exemplos desse sucesso comercial. Já nos 1990, Marina também atingiu excelente vendagem com 'O chamado'. O mais recente lançamento da carioca que agora vive em São Paulo é 'Clímax', de 2011. Já no ano seguinte ela lançaria o livro autobiográfico Maneira de ser.

FLÁVIO VENTURINI, FREDERICO HELIODORO TRIO, PEDRO MORAIS E ÉRIKA MACHADO

Terça-feira, às 20h, no Grande Teatro do Sesc Palladium, Rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro. Ingressos: plateia 1, R$ 40 (inteira); plateia 2, R$ 30 (inteira); e plateia 3, R$ 20 (inteira). Para trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo: plateia 1, R$ 34; plateia 2, R$ 25,50; e plateia 3, R$ 17. Além de doação de 1kg de alimento não perecível.
Classificação livre
Informações: (31) 3214-5350

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