Concerto no Teatro Sesiminas celebra os 200 anos de Giuseppe Verdi

Tenor e sopranos apresentam repertório das árias mais populares do compositor italiano

por Sérgio Rodrigo Reis 02/10/2013 07:55

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Adriano Bastos/Divulgação
A soprano Fabíola Protzner e o tenor Matheus Pompeu se apresentam quarta e quinta em BH (foto: Adriano Bastos/Divulgação)

O dia 10 de outubro de 1813 foi um marco para a história da ópera mundial. Nessa data nascia em Roncole, na Itália, Giuseppe Verdi, um artista que usou toda a genialidade para criar composições únicas, repletas de força, encantamento e beleza. O bicentenário do músico, um dos maiores compositores de óperas do período romântico italiano, vem sendo celebrado durante todo o ano no estado e foi tema de concertos da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Quarta, 2 e quinta-feira, 3, a comemoração prossegue, desta vez com concertos no Teatro Sesiminas, às 20h30. A programação ganhou o nome de Verdi 200 Belo Horizonte.

No espetáculo, Matheus Pompeu, o único tenor mineiro que já cantou na famosa casa de ópera Scala de Milão, na Itália, subirá ao palco ao lado das sopranos mineiras Fabíola Protzner e Indaiara Patrocínio e da pianista Thelma Lander (SP). Juntos, eles vão interpretar obras consagradas do compositor. A ideia com a apresentação é mostrar como Verdi conseguiu ultrapassar os limites do gênero e como suas músicas já estão enraizadas na cultura popular. São exemplos' La donna è mobile', da ópera Rigoletto, 'Va pensiero', de Nabucco , 'Libiamo ne' lieti calici', de 'La Traviata', e a 'Marcha triunfal', de Aida.

A ideia da homenagem foi do próprio tenor Matheus Pompeu. “Verdi marcou profundamente o século 19 na Itália e deixou seu legado para as futuras gerações. Tem uma importância grande para mim por ser um compositor muito dramático”, explica. Para Matheus, um dos aspectos que considera mais relevantes na obra do compositor italiano é o fato de conseguir realizar a redenção da palavra pela música. “Ele conseguiu criar uma música sublime para libretos, não raras vezes, fracos. Como o mundo todo está em clima de celebração, resolvemos propor o mesmo.”

Arte e política

Filho de modesto estalajadeiro rural, Verdi teve sua trajetória marcada por uma coerente evolução artística. Nascido durante as conquistas napoleônicas em La Roncole, foi registrado como francês, pois sua aldeia tornara-se território daquele país. Alguns meses depois, soldados russos e austríacos, reocupando a Itália, promoveram um massacre entre os habitantes do vilarejo. Verdi só sobreviveu porque a mãe o escondeu no campanário da igreja.

A música de Verdi, mesmo com as constantes transformações estilísticas, manteve traços vigorosos que o caracterizarão como músico de seu povo e de seu tempo. A Itália do Risorgimento  – movimento de luta pela independência e unificação do país no período pós-napoleônico – o elegerá como símbolo de seus ideais, aquele cuja estética corresponderia às mais profundas aspirações sociais da nação. O povo italiano, aproveitando habilmente das letras que formavam o nome do compositor, escrevia nos muros das cidades o dístico “Viva Verdi”, código que todos decifravam como “Viva Vitorio Emanuele Re D’Italia”.

Entre suas óperas mais conhecidas estão 'Rigoletto', 'Il trovatore', 'La traviata', 'Un ballo in maschera e Aida', que terão árias interpretadas nos concertos desta quarta e quinta, no Teatro Sesiminas.

Verdi 200 Belo Horizonte


Concertos quarta, 2 e quinta-feira, 3, às 20h30, no Teatro Sesiminas (Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Ingressos: R$ 60 (inteira). Informações: (31) 3241-7181.

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