Beyoncé esbanjou vozeirão e suingue na primeira noite do Rock in Rio

Show da cantora americana foi ápice da primeira noite do festival

por Agência Estado 14/09/2013 11:05

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REUTERS/Ricardo Moraes
Show de Beyoncé foi ápice da primeira noite do Rock in Rio (foto: REUTERS/Ricardo Moraes)
Batidas marciais, piscadelas a Michael Jackson e um sexy “I love you Rio”, acenderam o show de Beyoncé no ápice de primeira noite de Rock in Rio. Entre as grandes turnês que passam por aqui, é a melhor, com o vozeirão da diva em destaque, sempre nos lembrando que Beyoncé tem tanto talento quanto tem corpo.


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O que, apesar de toda perfeição associada à cantora (sucesso, beleza, um casamento feliz com um dos maiores rappers de todos os tempos, Jay-Z) consegue humanizar a figura de Beyoncé, diferenciando o seu show de rígidas e photoshopadas turnês como as de Katy Perry e Rihanna. “É um sonho estar aqui”, disse, em carregado sotaque afro-americano, após uma bela versão de End of Time, com uma coreografia de movimentos bruscos e sensuais, como o início de Smooth Criminal, de Michael Jackson (marcando o ritmo nas coxas, a cantora faz mais para incendiar uma multidão do que um poperô de David Guetta).

É difícil encontrar algum defeito na progressão de The Mrs. Carter Show, turnê que leva o sobrenome de Jay-Z (Shawn Carter), marido da cantora. Beyoncé esbanja suingue, e consegue manter uma aura digna mesmo ao rebolar em sincronia com suas dançarinas. O molho afro, maior responsável pela movimentação inconsciente de quase todos os quadris nesta primeira noite de Rock in Rio, é presença constante, em diversas permutações rítmicas.

As batidas são o resultado de colaborações entre craques como André 3000, Kanye West, The Dream. Dão ao show um fluxo mais elegante do que o que estamos acostumados, por serem a diáspora de diversos estilos de música negra que deságua sobre a contemporaneidade do hip hop. Ouvimos pedaços de Human Nature, de Michael Jackson, Love to Love You, de Donna Summer, e hip-hop impiedoso.

A velha dúvida do playback sempre surge em situações destas, mas como provou em cadeia nacional ao cantar o hino americano após dúvidas sobre sua apresentação no Super Bowl deste ano, a voz é realmente tudo o que escutamos no disco.

E assim continua, por quase duas horas, mais uma volta olímpica de Beyoncé ao consolidar sua supremacia performática. Há algo de destemido, vitorioso nesta sagração de Queen B (como a chamam seus fãs), que parece dizer que não há limites para o sucesso. A forma física é impecável, a beleza é estonteante, um sorriso de 24 quilates e uma voz de melismas impecáveis consolidam uma fórmula pop esculpida à perfeição por Beyoncé em seus últimos discos. Isto, mesmo com uma set list com tantos lados B quanto hits, que vai de batidas arrastadas à voz e violão sem parcimônia e sagazmente coloca os sucessos açucarados em momentos estratégicos.

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