Lana Bittencourt garante aos fãs documento precioso e inédito com novo DVD

Em 'A Diva Passional' a intérprete canta clássicos que vai de Tom Jobim a Wando

por Kiko Ferreira 13/09/2013 08:36

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Rodrigo Faour/Divulgação
(foto: Rodrigo Faour/Divulgação)
Maria Bethânia já cantou “drama! E ao fim de cada ato, limpo no pano de prato o sangue das canções”. Os versos de Caetano Veloso poderiam servir como vinheta para a performance de palco de Lana Bittencourt, que passou para a história da música brasileira como 'A Diva Passional'. Aos 79 anos de idade e 58 de carreira, ela chega ao primeiro DVD pelas mãos do jornalista, pesquisador e produtor Rodrigo Faour.

De uma maneira mais sutil e elaborada que a do over dramático Orlando Dias, Lana pode chorar, gesticular ou gritar, se achar necessário. Mas, antes de tudo, tem um timming invejável, mesmo após todos estes anos. O DVD 'A Diva Passional', gravado ao vivo no Teatro Rival, no Rio de Janeiro, em novembro de 2010, apresenta a versatilidade da intérprete, que vai de Tom Jobim ('Se todos fossem iguais a você') a Wando ('Vá, mas volte'), mas também destaca o repertório que fez com que ela tivesse também a alcunha de A Internacional.

Além do canto, que estudou desde criança, Lana foi aluna de filosofia, letras e biblioteconomia, mas seu sonho era ser funcionária do Itamaraty. Estudou várias línguas e se tornou especialista em gravar sucessos internacionais sem sotaque. Muitas vezes, num mundo sem internet, chegou a registrar sua versão de hits de Doris Day ou Petula Clark antes que os fonogramas originais chegassem por aqui. E pelo menos num caso, quando registrou o calypso 'Litlle darlin’, em 1957, chegou a vender mais do que o original, dos Platers. Só nos primeiros 15 dias, o compacto vendeu mais de 900 mil cópias.

Filha de um oficial gaúcho importante na Intentona de 1930, foi perseguida pela ditadura militar e, depois do álbum ao vivo 'Lana no 1.800' (1965), ficou mais de 10 anos impedida de pisar o solo brasileiro tendo que vagar pelo mundo, cantando no México, Itália, França (onde morou no apartamento de Vinícius e Lila) e outros países. Foi anistiada em 1985, mas acabou se tornando uma artista de palcos pequenos e poucos discos independentes.

Nas 23 faixas do disco oficial (com Alcione em três músicas), mais cinco num show extra, com presenças de Ney Matogrosso, Rogéria e Mariana Braga, ela desfila sua versatilidade com estilo e elegância.

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