Disco de Beth Hart e de Joe Bonamassa foge de clichês

Dupla faz releitura de clássicos em novo trabalho

por Otacilio Lage 07/09/2013 00:13

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Som Livre/divulgação
Joe Bonamassa e Beth Hart: releitura impecável dos clássicos (foto: Som Livre/divulgação)
Logo na introdução da primeira faixa, Sinner’s prayer (Lloyd Glenn/Lowell Fulson), dá para sentir que estamos diante de um excelente disco da cantora Beth Hart e de Joe Bonamassa, um dos melhores guitarristas surgidos nas últimas décadas. Don’t explain (Som Livre) reúne releituras de clássicos, interpretados com extraordinária personalidade pela dupla. A banda é impecável: os guitarristas Blondie Chaplin (Rolling Stones, The Byrds) e Anton Fig (Kiss, Frehley’s Comet, David Letterman’s Band), além de Carmine Rojas (baixo), Anton Fig (bateria) e Arlan Scheirbaun (teclados).

Bonamassa mostra toda a sua competência e coração de bluesman, com atuação impecável nas seis cordas. Beth Hart é daquelas cantoras da nova safra que ajudam a salvar o mundo da mediocridade reinante nas últimas décadas. Essa artista nos leva de volta aos tempos em que cantar era um ato de respeito ao ouvinte, quando havia intérpretes de verdade, capazes de atingir a emoção das pessoas.

Hart esbanja suavidade ao cantar Your heart is as black as night, de Joy Gardot. É tocante ouvi-la reler Don’t explain, assinada pela diva Billie Holiday e por Arthur Herzog.

Em certos momentos, a potente e rouca voz de Hart nos lembra a de Amy Winehouse, principalmente em Chocolate Jesus. Mas logo a impressão se dissipa quando ouvimos a balada I’d rather go blind: são oito minutos empolgantes, com um solo ímpar de Bonamassa, no qual o blues impera. For my friends, de Bill Withers, é rock dos bons, e Beth Hart o canta com energia.

Enfim, um belo disco. Beth Hart e Joe Bonamassa mostram que nem tudo é mesmice.

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