Com tendência bossa-novista, Nouvelle Vague faz show no Sesc Palladium

Apesar de ter sido fundado pelos músicos franceses Marc Collin e Olivier Libaux, o grupo sempre optou por manter vozes femininas no vocal

por Mariana Peixoto 04/09/2013 07:51

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Amaury Brac/Divulgação
Cantora Liset Alea, atual vocalista da Nouvelle Vague (foto: Amaury Brac/Divulgação)
Dez anos atrás, os franceses Marc Collin e Olivier Libaux lançaram 'Nouvelle Vague', álbum do coletivo homônimo que reunia versões de canções do universo pop das décadas de 1970 e 1980. 'Love will tear us apart' (Joy Division), 'Just can’t get enough' (Depeche Mode) e 'Guns of Brixton' (The Clash) ganharam registros delicados, originais, baseados em vozes femininas e forte acento bossa-novista. Algumas músicas eram bem conhecidas, outros, mais obscuras. Rapidamente, as 13 releituras do álbum de 2004 fizeram do Nouvelle Vague a nova onda daquele ano. Na época, o próprio Collin, tecladista, produtor e compositor, afirmou que a banda-projeto deveria ficar somente naquele trabalho.


Uma década mais tarde, o Nouvelle Vague, com mais alguns álbuns, continua na ativa. “Não tenho planos. Pode ser que fique por aqui; pode ser que continue a fazer turnês de tempos em tempos; e pode ser que grave um novo disco”, afirma Collin, o cabeça do coletivo francês que faz hoje, no Sesc Palladium, seu segundo show em Belo Horizonte. Em 2010, na estreia na cidade, no Palácio das Artes, a dupla se apresentou com as cantoras Karina Zeviani (brasileira) e Helena Nogueira (francesa de ascendência portuguesa). Dessa vez, quem está na comissão de frente é a cubana radicada em Paris Liset Alea e a francesa Elodie Frégé. Ainda que Collin nunca tenha contado, acredita que pelo menos 30 vozes femininas já tenham trabalhado no coletivo, seja nas turnês, seja nos álbuns.


O mais recente, por sinal, já tem três anos. 'Couleurs sur Paris' foi um trabalho bem diferente dos discos anteriores, 'Nouvelle Vague' (2004), 'Band à part' (2006) e '3' (2009). Pela primeira vez o grupo gravou versões de canções francesas – até então, o inglês era dominante. Curiosamente, foi mal recebido em seu país natal. “Foi o oposto do que esperávamos, ainda mais porque o gravamos para o público francês. Eram canções famosas cantadas por cantores conhecidas na França. E no exterior, Alemanha e Estados Unidos, entre outros países, ele foi bem”, continua Collin.


Tanto por isso, a apresentação desta noite será baseada nas gravações iniciais. “É uma espécie de ‘best of’, com músicas de todos os discos.” Além das duas vocalistas, a banda que subirá ao palco do Sesc Palladium vai contar com cinco instrumentistas. A bossa nova acompanha todo o trabalho do Nouvelle Vague. Collin a conheceu através das gravações de João Gilberto, Tom Jobim e Stan Getz. Mais tarde, passou a estudar também as letras. E tem uma relação próxima com o Brasil – foi um dos responsáveis pelo álbum 'Amor inventado' (2012), de Karina Zeviani.


No entanto, vale lembrar, a bossa é apenas uma ponta do iceberg. No balaio do Nouvelle Vague também há muito espaço para o country e reggae. “Mas sempre tocamos no estilo próprio do Nouvelle Vague. Conosco, você nunca vai ouvir a típica bossa ou o típico reggae.” Ainda que não se considera uma banda cover, o grupo francês sempre gravou versões, nunca material original. “A verdade é que faço coisas bem diferentes. Essa necessidade de compor supro em outros projetos. Faço trilhas para cinema, por exemplo”, diz Collin, que apesar de não fazer planos, sonha com o registro ao vivo, para DVD, do Nouvelle Vague.

 

Todos por um

O show do Nouvelle Vague chega a Belo Horizonte via financiamento coletivo. Durante 10 dias, por meio do site Queremos! em parceria com a Cria! Cultura, foram vendidos ingressos a R$ 60 para cobrir os custos do evento. Duzentos e cinquenta fãs da banda compraram, garantindo acesso às primeiras filas do teatro. Quando a campanha terminou, foram disponibilizados o restante dos ingressos, ainda à venda, pelo site Ingresso.com.

 

 

NOUVELLE VAGUE
Show nesta quarta-feira, às 21h

Local: Sesc Palladium,
Endereço: Rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro

Ingressos: plateia 1, R$ 120 (inteira); plateia 2, R$ 100 e R$ 50 (meia-entrada); plateia 3, R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia-entrada)

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