Vanguart canta o amor em seu novo disco, produzido por Rafael Ramos

Canções românticas e delicadas se destacam entre as 11 faixas do CD, valorizadas pela sonoridade folk

por Eduardo Tristão Girão 30/08/2013 07:30

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Ariel Martini/divulgação
A banda cuiabana lança o CD 'Muito mais que o amor' (foto: Ariel Martini/divulgação)

É perigoso o título do terceiro álbum da banda Vanguart: 'Muito mais que o amor'. Entretanto, o sexteto de Cuiabá, radicado em São Paulo, conseguiu reunir um punhado de boas canções – suaves e bem-arranjadas, sem pretensão em excesso ou pieguice. Nessa interessante amostra do que o pop nacional ainda é capaz, o grupo chegou ao conjunto de 11 faixas com tempero folk, auxiliado pela primeira vez por um produtor: Rafael Ramos.

“No caso do amor, tudo talvez já tenha sido dito. Quando decidimos compor, não sabíamos como fazer, não foi algo consciente. De repente, paramos para ouvir e vimos que tínhamos seis canções de amor. A banda está aprendendo a falar disso com calma, sem aquela exasperação adolescente. Ficou mais maduro”, explica o vocalista e violonista Hélio Flanders.

Responsável também por trompete e gaita, Flanders gravou 'Muito mais que o amor' com Reginaldo Lincoln (voz, baixo e bandolim), Fernanda Kostchak (violino), Luiz Lazzarotto (teclado e piano), David Dafré (guitarra) e Douglas Godoy (bateria). A produção começou em 2012, e as gravações foram realizadas de fevereiro a maio deste ano, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Hélio gostou de trabalhar com o produtor Rafael Ramos. “A gente estava lá, como sempre enchendo o saco e dando palpite. Ele trabalha com muita paixão. A delicadeza das canções talvez seja por conta do Hélio. Estava em crise com os meus vocais, até então muito lamuriosos. Fiz vários takes até chegar aonde cheguei. Expandi meu repertório enquanto intérprete”, diz.

Planos

 

Provas do bom resultado obtido por Flanders estão em 'Pelo amor do amor', 'Demorou pra ser' e 'A escalada das montanhas de mim mesmo' (com bonito colorido emprestado por violino e trompete). Em relação aos trabalhos anteriores, há continuidade e ruptura, explica ele. “Em termos musicais, há a continuidade de um amadurecimento. No plano conceitual, é ruptura, quebra completa. Optamos por menos rodeios. Preferimos falar mais simples e direto”, conclui.

Assista ao clipe de 'Estive', primeira faixa do disco 'Muito mais que o amor':
 
 

 

 

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