I Love Jazz volta a BH e a Brasília para conquistar todos os tipos de público

Repertório do festival valorizará estilos populares nos Estados Unidos de 1920 a 1940

por Sérgio Rodrigo Reis 04/08/2013 00:13

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Sally Prisco/Divulgação
Cantora americana Niki Haris e seu quinteto vão fechar a noite do dia 9, na Praça do Papa (foto: Sally Prisco/Divulgação )

Aos 7 anos, o mineiro Marcelo Costa ouviu pela primeira vez a sonoridade que marcaria sua vida. Do antigo toca-discos da avó vinha aquela voz incomum, capaz de preencher toda a casa com seu suingue. Foi assim que o garoto se tornou fã do cantor e instrumentista americano Louis Armstrong (1901 – 1971) e se apaixonou pelo jazz.

Os anos passaram, ele se tornou trompetista, colecionador de gravações históricas e fundador da Happy Feet, banda especializada na música americana das décadas de 1930 a 1950. Desde 2009, o mineiro está à frente de outra grande paixão: o Festival Internacional I Love Jazz, que chega à quinta edição, no próximo fim de semana, viabilizado pelo apoio do Estado de Minas e da Rádio Guarani.

 O festival será realizado na Praça do Papa, em Belo Horizonte, e em Brasília. Não se trata de música para iniciados. Pelo contrário: a principal característica do evento é atrair todos os tipos de público. A agenda deste ano conta com atrações nacionais e internacionais dedicadas ao jazz clássico, estilo dançante muito popular nos EUA entre os anos 1920 e 1940.

A intenção da curadoria, explica Marcelo Costa, diretor-geral do evento, é oferecer repertório marcado pela diversidade – de novidades, como New Orleans DeLuxe Orchestra e Butch Miles and The Jazz Expression Big Band, a nomes conhecidos do público. De tanto animar o festival, alguns artistas se tornaram “a cara” do I Love Jazz. É o caso de Judy Carmichael, pianista indicada ao Grammy.

Desde que surgiu nos palcos mineiros, a empatia da americana Judy com o público foi instantânea. Considerada um dos principais nomes dos gêneros stride e swing, ela superou expectativas mais otimistas em relação a perfeccionismo e à comunicação popular. Domingo que vem, às 18h45, Carmichael e seu quarteto terão novo encontro com os mineiros.

M. Cumella/arquivo
A bordo de seus gramofones, Michael Cumella promete surpresas (foto: M. Cumella/arquivo)


A Happy Feet, outra veterana do festival, vai exibir agora seu formato big band. Desta vez, subirão ao palco nada menos de 13 músicos, entre integrantes do grupo e convidados.

Novidades

O festival receberá bandas estreantes no Brasil. A Orange Kellin’s New Orleans DeLuxe Orchestra promete caprichar nos clássicos dos primórdios do jazz a standards da década de 1920. O grupo se destaca por interpretar o estilo tradicional de Nova Orleans com arranjos elaborados e improvisações.

A expectativa cerca também as participações da Butch Miles and The Jazz Expression Big Band e da multiartista Niki Haris. Cantora e bailarina, ela participou de trilhas para os filmes Anastasia e Corina, uma babá perfeita. A americana mostrará aos brasileiros sucessos de seus discos – entre eles estão Live at Agape, In his hands e Down home blues.

O I Love Jazz promete surpresas. A cada intervalo entre as bandas, um DJ se apresentará. O americano Michael Cumella já está escalado para a missão. “Ele se vestirá a caráter e tocará discos de 78 rotações no gramofone”, anuncia Marcelo Costa. Há sete anos, o convidado criou o projeto Antique phonograph music program: aparelhos originais eram levados à estação de rádio WFMU para tocar vinis e discos de cilindro. O propósito era familiarizar o público com artistas e estilos em voga nos EUA de 1895 a 1930. Naquela época, o processo de gravação e reprodução não utilizava eletricidade.

A iniciativa deu tão certo que abriu espaço para DJs de eventos especiais e de apresentações educativas. “Cumella está superanimado com sua participação no Brasil”, conta Marcelo.

Dança

É impossível ficar parado diante do jazz. Pensando nessa velha máxima, Marcelo Costa convidou para o festival a companhia de dança carioca Rio Hoppers. Antes do início das apresentações, os dançarinos estarão a postos para ensinar passos do estilo lindy hop. Quando a noite chegar e o show começar, a trupe voltará para dançar junto dos alunos. Como ocorria na era de ouro das big bands.

PROGRAMAÇÃO

BELO HORIZONTE
Praça do Papa

Dia 9
18h45 – Caffeine Trio
20h30 – Niki Haris Quintet

Dia 10
16h –Aula de dança com Rio Hoppers
17h – Orange Kellin’s New Orleans DeLuxe Orchestra
18h45 – Happy Feet Big Band com Jeff Rupert e Bill Allred
20h30 – Pink Turtle
Intervalos – DJ Michael Cummella

Dia 11
16h – Aula de dança com Rio Hoppers
17h – Célio Balona Quinteto
18h45 – Judy Carmichael Quartet
20h30 – Butch Miles and The Jazz Express Big Band
Intervalos – DJ Michael Cumella

Entrada franca. Informações: www.ilovejazz.com.br


BRASÍLIA
Parque da Cidade

Dia 10
17h30 – Judy Carmichael Quartet
19h – Butch Miles and The Jazz Express Big Band
20h30 – Niki Haris Quintet

Dia 11
17h30 – Orange Kellin’s New Orleans DeLuxe Orchestra
19h – Pink Turtle

Andre Hauck/Esp. EM.
Por que amo jazz: %u201CO mais apaixonante é o ritmo, ele mexe com a gente. É difícil ver alguém ouvindo essa música sem bater o pé ou mexer os dedos%u201D - . Marcelo Costa, músico (foto: Andre Hauck/Esp. EM. )



Saiba mais só clássicos


O Festival Internacional I Love Jazz estreou em 2009. Consolidou-se como um dos principais eventos brasileiros especializados nos clássicos do gênero. Atraiu cerca de 210 mil pessoas a apresentações em Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e no Recife. Cerca de 84 mil ouvintes já foram surpreendidos por pocket shows promovidos pelo evento. A edição mineira está orçada em
R$ 1 milhão, com patrocínio da Oi, Banco BMG e Cemig.

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