Lançamentos resgatam momentos históricos do Queen

DVD, CDs e documentário recuperam os momentos mais importantes na carreira do Queen, grupo inglês de Freddie Mercury, que conquistou o mundo na década de 1980

por Daniel Seabra 04/08/2013 00:13

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UMGD/Eagle/divulgação
Freddie Mercury no DVD Hungarian rhapsody (foto: UMGD/Eagle/divulgação )
 

 

Em 1986, Freddie Mercury e companhia estavam na ponta dos cascos. Naquele período, o Queen já havia atingido a maturidade. Roubou a cena no Rock in Rio, no ano anterior, destacando-se como a grande banda do festival, além de ter sido considerada o principal nome do festival Live Aid, em Londres, também em 1985 – que teve a renda paga pelos quase 100 mil espectadores destinada aos famintos da Etiópia.

Essa bagagem permitia ao quarteto se apresentar em grandes estádios, sem nenhum problema. Aliás, pelo contrário. O vocalista, aclamado mundialmente como um dos grandes “tenores” de plateia, conseguia, como poucos, direcionar o canto e os gritos que retornavam do público com energia fora do comum. Ao seu lado estavam o guitarrista Brian May, o baixista John Deacon e o baterista Roger Taylor, todos no auge da forma. Mas voltando a 1985, a banda havia lançado o ótimo A kind of magic, em junho, e se apresentado em Budapeste, Hungria, um mês depois, no show que ficou tradicionalmente conhecido como Hungarian rhapsody, no Estádio Ferenc Puskás, nome do maior ídolo do futebol daquele país.

Para ter uma ideia do ano iluminado que foi aquele para o Queen, em 12 de julho de 1986, eles se apresentaram no mítico estádio de Wembley, para 120 mil pessoas. Tocando no quintal de casa, nenhum clássico poderia ficar de fora. Era a Magic tour, que acabou dando origem aos dois grandes discos dos ingleses ao vivo, além do Live magic, também registrado em show baseado no disco de estúdio, mas um pouco menos cotado. E, claro, o set list de Wembley foi praticamente repetido na capital húngara, inclusive com músicas do recém-lançado trabalho, como One vision, Who wants to live forever e A kind of magic e, claro, os clássicos de sempre, como Bohemian rhapsody, Love of my life, Radio ga ga e We are the champions. Ainda foi tocada Tavaszi szel vizet araszt, inédita canção húngara, especialmente preparada para a ocasião.

A apresentação foi tão marcante que acabou exibida em vários cinemas brasileiros, ano passado, em alta definição e com som surround 5.1, juntamente com um documentário de 25 minutos. Foi o primeiro show de uma banda ocidental em território comunista, em pleno período de Cortina de Ferro, três anos antes da queda do Muro de Berlim.

Essa apresentação foi lançada em DVD+2CDs+documentário de 25min, chamado A magic year, no início deste ano, em uma espécie de caixa impecável. Neste último registro, estão imagens inéditas de ensaios, entrevistas com a banda e passagens durante viagens. A turnê, encerrada em 9 de agosto daquele ano, foi a última do Queen com Freddie Mercury, já que, um ano depois, ele foi diagnosticado com Aids e acabou falecendo em 1991, de broncopneumonia. A kind of magic, o disco que deu origem à turnê, permaneceu em primeiro lugar entre os mais vendidos na Inglaterra por 63 semanas seguidas.

Freddie na telona
Um filme sobre a vida de Freddie Mercury está sendo rodado. A obra, capitaneada por Robert DeNiro, abordará a relação do vocalista com os outros três integrantes da banda. Eles, inclusive, estão supervisionando a filmagem. O ator britânico Sacha Baron Cohen, conhecido pelo filme Borat, foi escalado para o papel principal, mas acabou abandonando a produção. Johnny Deep seria o principal nome para assumir a função. A história do filme começará no histórico show do Queen no Live Aid, em 1985, e terminará com a morte de Mercury.

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