Charlize Theron fala da infância traumática ao testemunhar a morte do pai

A atriz sul-africana de 41 anos conviveu com uma pai alcoólatra a abusivo, que foi morto por sua mãe em legítima defesa

por Agência Estado 25/07/2017 10:55

Timothy A. Clary/AFP
Charlize Theron fala sobre a infância traumática que teve ao lado do pai. (foto: Timothy A. Clary/AFP)

Enquanto fazia a divulgação do filme Anatomic Blonde em entrevista ao locutor de rádio Howard Stern, Charlize Theron voltou a falar da infância traumática ao testemunhar a relação turbulenta entre os pais.


O pai alcoólatra agredia a mãe dela, Gerda, e era verbalmente agressivo com a própria Charlize. Em 2004, em entrevista a Diane Sawyer, a atriz sul-africana, de 41 anos, falou sobre ele voltar bêbado para casa quando ela tinha 15 anos e disparar uma arma no quarto dela. A mãe de Charlize atirou nele para fazê-lo parar, e a Justiça concordou que o ato foi em autodefesa.

Charlize contou a Stern que demorou muito tempo para lidar com a morte do pai. ''Eu apenas fingi que aquilo não aconteceu. Eu não contei para ninguém, eu não quis contar para ninguém. Sempre que me perguntavam, eu dizia que meu pai morreu em um acidente de carro. Quem quer contar aquela história? Ninguém quer'', disse.

Em parte, o medo de Charlize pela reação dos outros era o que a impedia de falar abertamente sobre a tragédia. ''Eles não sabem como responder a isso e eu não queria me sentir como uma vítima. Eu lutei com isso por muitos anos até que comecei a fazer terapia'', contou. O tratamento começou quando ela tinha quase 30 anos.

 

 

Segundo ela, embora a morte em si tenha sido traumática, foi o estresse diário e o medo de morar com um pai alcoólatra e abusivo que teve mais impacto na vida dela.

Charlize também falou sobre a admiração que ela sente pela mãe e como ela [Gerda] lidou com isso. ''Eu tenho uma mãe incrível. Ela é uma inspiração enorme na minha vida. Ela nunca fez terapia. Então é uma mãe que nunca fez terapia e lida com uma coisa dessas, tentando tirar seu filho dessa. A filosofia dela era 'isso é horrível. Reconheço que é horrível. Agora faça uma escolha: isso vai definir você? Você vai afundar ou vai nada?' era isso'', contou.

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