Juliana Paes defende feminismo de sutiã, salto alto e batom vermelho

Atriz, que é voluntária da ONU Mulheres há mais de um ano, falou sobre a polêmica de sua declaração sobre os 'excessos do feminismo'

por Estado de Minas 06/04/2017 16:41

Globo/João Miguel Júnior
A atriz está no ar como a personagem Bibi, em 'A força do querer' (foto: Globo/João Miguel Júnior)
Juliana Paes fez declarações polêmicas neste final de semana à revista Veja, sobre o que considera "excessos do feminismo".  A afirmação da atriz gerou controvérsias, e ela decidiu se manifestar nas redes sociais.

 

Acompanhada da imagem em apoio à campanha Mexeu com uma, mexeu com todas, movimento iniciado pelas funcionárias da Globo em resposta à acusação de assédio contra José Mayer, Juliana defendeu que é necessário "falar de feminismos no plural, com diálogo e apredizado".

 

A atriz relatou as diversas campanhas feministas com as quais contribuiu e às quais se dedicou, além de lembrar que é voluntária da ONU Mulheres há mais de um ano. Também afirmou que foi mal interepretada e teve seu discurso descontextualizado por seus críticos. 

 

Confira o depoimento na íntegra: 

 

"Eu defendo os direitos das mulheres, sobretudo o direito de viver sem violência. Esta é uma causa que eu tenho me dedicado publicamente há mais de um ano e meio, quando me voluntariei na ONU Mulheres e fui acolhida como Defensora para a Prevenção e a Eliminação da Violência contra as Mulheres. Precisamos falar de feminismos no plural, com diálogo e aprendizado. Este é um movimento por equidade, respeitando as conquistas das mulheres e colocando fim às desigualdades de gênero, raça e etnia. Estamos falando sobre feminismos e todas as suas frentes mais do que nunca. Desejo me somar ao debate de forma positiva, com respeito e franqueza. A visibilidade da minha profissão me proporciona certos desconfortos, como ser mal interpretada e ter discursos descontextualizados. Acredito que todas temos contribuições a dar para que nós, mulheres, possamos ter os nossos direitos assegurados e decidir sobre a nossa própria vida. A independência tem sido um valor na minha trajetória e, nos últimos tempos, tenho me envolvido na ação coletiva em favor do fim da violência contra as mulheres. Homens e meninos precisam se somar. Mas o protagonismo continua a ser das mulheres. É isso que eu tenho defendido quando liderei a campanha de contagem regressiva dos 10 anos da Lei Maria da Penha, eventos esportivos sem violência contra as mulheres, carnaval com respeito aos direitos das mulheres e, mais recentemente, nas campanhas do Dia Laranja por #EscolaSemMachismo, por educação com igualdade de gênero, e no Dia Internacional das Mulheres, quando me somei aos esforços da ONU Mulheres de construir um Planeta 50-50 por meio do empoderamento das mulheres. Finalmente, junto a minha voz com as vozes das minhas colegas da Globo na campanha #MexeuComUmaMexeuComTodas, impulsionada por mulheres de coragem"

Eu defendo os direitos das mulheres, sobretudo o direito de viver sem violência. Esta é uma causa que eu tenho me dedicado publicamente há mais de um ano e meio, quando me voluntariei na ONU Mulheres e fui acolhida como Defensora para a Prevenção e a Eliminação da Violência contra as Mulheres. Precisamos falar de feminismos no plural, com diálogo e aprendizado. Este é um movimento por equidade, respeitando as conquistas das mulheres e colocando fim às desigualdades de gênero, raça e etnia. Estamos falando sobre feminismos e todas as suas frentes mais do que nunca. Desejo me somar ao debate de forma positiva, com respeito e franqueza. A visibilidade da minha profissão me proporciona certos desconfortos, como ser mal-interpretada e ter discursos descontextualizados. Acredito que todas temos contribuições a dar para que nós, mulheres, possamos ter os nossos direitos assegurados e decidir sobre a nossa própria vida. A independência tem sido um valor na minha trajetória e, nos últimos tempos, tenho me envolvido na ação coletiva em favor do fim da violência contra as mulheres. Homens e meninos precisam se somar. Mas o protagonismo continua a ser das mulheres. É isso o que eu tenho defendido quando liderei a campanha de contagem regressiva dos 10 anos da Lei Maria da Penha, eventos esportivos sem violência contra as mulheres, carnaval com respeito aos direitos das mulheres e, mais recentemente, nas campanhas do Dia Laranja por #EscolaSemMachismo, por educação com igualdade de gênero, e no Dia Internacional das Mulheres, quando me somei aos esforços da ONU Mulheres de construir um Planeta 50-50 por meio do empoderamento das mulheres. Finalmente, junto a minha voz com as vozes das minhas colegas da Globo na campanha #MexeuComUmaMexeuComTodas, impulsionada por mulheres de coragem. #ChegaDeAssédio. #UnaSePeloFimDaViolênciaContraAsMulheres

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Em entrevista à Veja, a global falou sobre o que considera "excessos do feminismo". Segundo Juliana, "existe uma linha do feminismo": "Acho errado esse desejo de igualdade com os homens a todo custo. Somos tão competentes e valiosas quanto eles, mas não iguais. A mulher precisa de mais tempo para se recuperar de uma gravidez e há outras questão que permeiam nosso universo. A sensibilidade, o lúdico, o caminho da ponderação, o afeto nas relações de trabalho. Tudo o que faz parte do universo feminino e matriarcal deve ser respeitado", declarou a atriz. Para ela, que é empresária, as mulheres também devem "valorizar mais sua sensibilidade para lidar com tanta testosterona" no mundo dos negócios.

 

Paes ainda defendeu que não se deve negar parte das características femininas: "Não quero queimar sutiãs. Gosto de sutiãs. Não quero quebrar saltos de sapato em busca de liberadade. Gosto de me enfeitar e nós, mulheres, não fazemos isso para macho. Fazemos porque dá prazer cuidar de si e cuidar do outro. Sou uma feminista de saia, sutiã, salto alto e batom vermelho", disse a atriz. 

 

Juliana Paes está na nova novela de Glória Perez, A força do querer, como a personagem Bibi, a mulher de um traficante que acaba entrando para o mundo do crime por amor. 

 

 

 

 

 

 

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