Apresentador Jorge Kajuru desapareceu com medo de 'políticos frios'

"Vocês fazem coronéis ter medo de matar um defunto nacional", desabafou o apresentador, que está sob proteção judicial desde novembro

por Diário de Pernambuco 05/07/2016 16:06

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Band/Divulgação.
Jornalista afirmou que irá viajar quando se sentir ameaçado novamente. (foto: Band/Divulgação.)
Depois de passar dois dias desaparecido, no último fim de semana, Jorge Kajuru explicou o porquê do seu sumiço. "Queriam que eu ficasse cara a cara com jagunços de bicheiro e político frios. Escondi mesmo", escreveu ele, no Twitter, rede social através da qual tranquilizou familiares, amigos e fãs que já falavam sobre uma possível morte, na madrugada da segunda-feira.

Na rede social, o apresentador, que está sob proteção judicial desde novembro, afirmou que fará o mesmo sempre que se sentir ameaçado: "E vou desaparecer toda vez que eu sentir o risco real. Grato imprensa nacional. Vocês fazem coronéis ter medo de matar um defunto nacional", citando o assassinato de um jornalista no centro de Goiânia com sete tiros.

Desde o retorno, Kajuru tem criticado a repercussão do desaparecimento. "Agradeço e os tenho como meus únicos patrões e os melhores amigos. Pois inimigo, eu ofereço o esquecimento como perdão e vingança", desbafou.

"Assunto morto, e vamos seguir investigando, os governos, a prefeitura e a Câmara de Vereadores. só deixo registrada aqui minha gratidão aos tantos da imprensa nacional nas 24 horas difíceis que passei", escreveu ele, sem seguida. Em entrevista ao site EGO, ele revelou que viajou por se sentir ameaçado por políticos de Goiás. O jornalista é conhecido por fazer denúncias contra o governador do estado, Marconi Perillo.

"Não fui sequestrado. Estou ótimo. Sem nenhum machucado. A única coisa que aconteceu foi que eu sumi depois de ser avisado que estava ameaçado de morte", contou. "Estou há um ano com um Facebook de denúncias políticas e não hesitei ao receber a notícia. Peguei o meu carro e segui viagem para o interior de São Paulo. Fui à minha cidade natal, passeei por Ribeirão Preto e fiquei na chacará de um amigo. Quando soube da proporção que a história tomou no domingo de noite, eu decidi me pronunciar e dizer que estava bem".

Marcos Paim, seu assessor, confirmou que ele está em São Paulo e passa bem. O delegado Valdemir Pereira da Silva, da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de Goiás, está cuidando do caso e disse, em entrevista ao UOL: "A gente vai analisar o fato para ver se vamos tomar alguma providência. A princípio, em tese, não houve crime, já que ele não estava desaparecido".

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