'Além do tempo' chega ao fim batendo audiência de jornal e rivalizando com horário nobre

Escrita pela mineira Elizabeth Jhin, a novela das seis da Globo fez história no horário

por Ana Clara Brant 16/01/2016 08:00

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Estevam Avellar/Globo
(foto: Estevam Avellar/Globo)
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ela primeira vez na história da Rede Globo, uma trama das 18h conseguiu a proeza de ultrapassar o Jornal nacional em audiência e empatar com um folhetim das 21h, o principal produto da teledramaturgia da emissora. Esse mérito é de Além do tempo, novela cujo último capítulo foi exibido ontem e será reapresentado hoje. A trama, que teve uma passagem de tempo de 150 anos, ou melhor, de encarnação, já que todos os personagens “retornaram” em 2015, é a quarta novela da mineira Elizabeth Jhin a abordar a espiritualidade, depois de Amor, eterno amor (2012), Escrito nas estrelas (2010) e Eterna magia (2007).

“Eu sempre fui uma pessoa muito curiosa e sempre gostei de ler e de pesquisar sobre diversos assuntos”, explica a autora. “Certo dia, comecei a me interessar pela espiritualidade como um todo, sem focar em alguma religião específica. É um mundo tão novo, tão interessante, que não parei mais de ler sobre o assunto desde então”, continua. “Há muitos anos que esse tema chama a atenção das pessoas. Acho que isso acontece porque todos nós temos muitos questionamentos diante da vida, não é mesmo? Às vezes algumas respostas podem estar na espiritualidade, e isso traz um alento para o nosso coração.”

Dedicação

Estrelada por Alinne Moraes, Rafael Cardoso, Paolla Oliveira, Irene Ravache, Ana Beatriz Nogueira e Felipe Camargo, entre tantos outros artistas, Além do tempo foi bem recebida por público e crítica, sobretudo na primeira fase. Para Elizabeth Jhin, vários fatores contribuíram para isso, como as tramas fortes, os embates entre Emília (Ana Beatriz Nogueira) e Vitória (Irene Ravache), a luta pelo amor impossível de Felipe (Rafael Cardoso) e Lívia (Alinne Moraes) e a questão do amor obsessivo.

“Mas além das tramas, acredito que o empenho da equipe do diretor Rogério Gomes e a dedicação do elenco também tenham sido fundamentais para a novela chegar aonde chegou”, ressalta  Elizabeth Jhin. “Assim como qualquer trabalho, enfrentei alguns desafios, mas nada que me preocupasse muito”, revela a autora. “São coisas normais que fazem parte do dia a dia de um profissional.”

Assim que terminaram as gravações, ela escreveu uma mensagem para a equipe agradecendo e dizendo que ia sentir falta de tudo e que nunca tinha sido tão feliz em uma novela. “Foi um projeto que me trouxe muita felicidade do início ao fim. Eu me encantei com todas as atuações, com o tipo de direção, com a edição, com as lindas cenas que vimos no ar, com a talentosa equipe que escreveu comigo; enfim, com tudo.”

Dever cumprido

Nascida em Belo Horizonte, em 1949, Elizabeth Jhin mudou-se para São Paulo quando tinha 17 anos, pois o pai recebeu um convite para trabalhar na capital paulista. Ela desenvolveu uma relação de carinho com a cidade natal, mas não tem raízes mineiras, já que a mãe é de Belém do Pará e o pai, de Salvador.

“Não deixamos parentes, mas deixamos excelentes amigos. O povo mineiro é maravilhoso, cativante, guardo excelentes recordações da minha infância e adolescência. Minha relação com BH é muito boa, adoro a cidade, mas infelizmente não tenho tido muito tempo para passear por aí. Quem sabe agora, que a novela terminou (risos)”, diz.

Elizabeth Jhin garante que ainda não tem projetos em vista e com o fim de Além do tempo quer viajar e aproveitar a companhia da família. “Assim que entreguei o capítulo final, foi uma sensação de dever cumprido”, diz. “Foi tudo maravilhoso. É muito bom terminar um projeto, ainda mais quando a novela teve uma boa repercussão como Além do tempo teve”, frisa.

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