Meryl Streep vai à luta contra a discriminação das mulheres no cinema

%u201CÉ enfurecedor%u201D, reclamou a atriz, no lançamento de 'Suffragette', filme sobre inglesas que lutaram pelo direito ao voto no início do século 20

26/10/2015 07:51

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Frederick M. Brown / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP
(foto: Frederick M. Brown / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP )
O Centro de Estudos Sobre a Mulher na Televisão e no Cinema da Universidade de San Diego monitora anualmente a produção feminina no setor. Em 2014, elas ocuparam 17% dos postos nas áreas de direção, roteiro, produção, edição e fotografia nos 250 filmes mais lucrativos do box office americano.

Na última edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, nenhum longa em competição era dirigido por mulher. Entre as 13 ficções na Premiere Brasil do Festival do Rio, havia apenas três diretoras: Marina Person (Califórnia), Sandra Kogut (Campo Grande) e Anita Rocha da Silveira (Mate-me por favor).

Em 2014, de acordo com o centro de estudos de San Diego, apenas 12% dos protagonistas de filmes nos EUA eram atrizes. Os homens dominam o cenário (75%). Nos restantes 13%, eles e elas dividiram os papéis principais.

As atrizes Meryl Streep, Nicole Kidman, Viola Davis, Patrícia Arquette e Kristen Stewart, que frequentemente fazem parte da fatia de 12% destinada às protagonistas, vêm chamando a atenção para a desigualdade. Streep foi escolhida para presidir o júri do Festival de Berlim em 2016. Certamente, chamará a atenção para a bandeira feminista. Este mês, no Festival Internacional de Cinema de Londres, ela reclamou do espaço destinado às mulheres. Ao analisar o perfil dos críticos cadastrados no site Rotten Tomatoes, popular nos Estados Unidos, contou 168 mulheres e 760 homens.

“Homens e mulheres gostam de coisas diferentes. Às vezes, gostam das mesmas coisas, mas muitas vezes os gostos divergem. Se o 'Tomatometer' é tão concentrado em um lado, é isso que carrega a bilheteria nos Estados Unidos”, afirmou Meryl durante o lançamento de Suffragette, longa sobre inglesas que lutaram pelo direito ao voto no início do século 20.

 

Meryl Streep pesquisou também a crítica de cinema de Nova York. Descobriu 37 homens e duas mulheres. “O verbo não é desanimador, é enfurecedor, pois as pessoas aceitam isso”, comentou. “Não é justo. Nós precisamos de inclusão”, cobrou a estrela.

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