'Demolidor': Charlie Cox e Deborah Ann Woll comentam experiência na série

Série estreou neste ano na Netflix e segunda temporada já está confirmada

por Adriana Izel 14/06/2015 11:18

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Netflix/Divulgação
Matt Murdock (Charlie Cox) e Karen Page (Deborah Ann Woll) (foto: Netflix/Divulgação)
São Paulo
- Uma parceria entre a Marvel e a Netflix deram resultado a criação da série 'Daredevil' ('Demolidor', em português). A primeira temporada chegou ao serviço de streaming em abril e se tornou a série mais baixada da plataforma no Brasil.

Ao todo, são 13 episódios que acompanham a história do personagem Matt Murdock, vivido pelo ator Charlie Cox, que, de dia, trabalha como advogado e a noite se aventura como vigilante para manter a segurança e fazer justiça no perigoso bairro de Hell's Kitchen, em Nova York. A série é baseada no personagem dos quadrinhos, o herói cego Demolidor.

A boa repercussão da primeira temporada já garantiu uma segunda sequência ainda sem previsão de estreia. Os atores Charlie Cox e Deborah Ann Woll, que vive a personagem Karen Page (secretaria do escritório de advocacia de Murdock) revelaram, em entrevista ao Correio durante passagem pelo Brasil, que a nova temporada da série deve ser gravada "em breve". "É impossível falar qualquer coisa, porque não sabemos. Não lemos nada até agora", afirmou Cox ao ser questionado sobre a nova temporada.

Sabe-se apenas que a série terá participação do ator Jon Bernthal ('The walkind dead') como o Justiceiro e há a expectativa da presença da personagem Elektra. Leia abaixo entrevista com o elenco.

Daredevil é uma série que abusa de cenas de violência. Para vocês, como esse elemento acrescenta no seriado?
Charlie Cox: Acho que uma das coisas que foi importante para gente quando começamos a fazer a série foi ter certeza de encontrar uma razão para as coisas que acontecem na história. Nada estava só ali, nunca. Existia uma razão para estar lá. Todos os movimentos tinham uma intenção e acho que um dos benefícios de ser feito desse jeito é que você vê que não é violência por violência. Tem uma necessidade, um motivo. Matt continua tendo que lidar com a natureza do que ele está fazendo. Ele se torna uma vigilante atrás de justiça. Essa consideração é importante para ele.
Deborah Ann Woll: Eu gosto como a violência tem uma causa para os personagens em Daredevil. Nunca há violência sem um motivo. Todo soco tem uma coisa por trás e também não é fácil para ele (Matt Murdock).

Como foi aprender a lutar como um homem cego?
Charlie Cox: Uma das coisas que queríamos incluir ao máximo era essa ideia de que quando o soco vem Matt não vê com os olhos. Ele não experimenta uma luta como as pessoas estão acostumadas. O que é difícil de fazer porque eu consigo ver os socos que vou levar. Foi mais uma ideia que tentei colocar na minha cabeça. Teve muita coreografia. Os créditos, com certeza, são das coreografias das lutas.

Ben Affleck foi muito criticado quando fez o papel do herói nos cinemas. Você sentiu uma pressão de fazer o mesmo personagem?
Charlie Cox: Acho que quando você faz um papel que já foi feito imediatamente tem sempre uma pressão e você quer que as pessoas gostem da sua versão do personagem. Mas temos que ser realistas não há como agradar todo mundo. O tom e o personagem passaram por muitas mudanças nas HQs. Eles (Netflix e Marvel) me escolheram, então, eu tive que identificar os elementos que eu já tinha para viver o papel e os que eu não tinha.

Karen é uma personagem que representa o poder feminino. Você acha que ela pode ser um modelo para as mulheres?
Deborah Ann Woll: Eu espero que sim e adoro os momentos em que ela é pressionada. Acho que, às vezes, você pensa que não pode ser desse jeito. Acho que é importante para às mulheres, principalmente para essa nova geração, que as elas se sintam confortáveis com seu próprio jeito.

Karen Page e Foggy Nelson tem uma relação bastante fofa. Podemos esperar um romance entre eles?
Deborah Ann Woll: Eu estava muito empolgada com Karen na primeira temporada porque tem muito mais em sua história. Ela tem que lidar com seus problemas sozinha. Eu gosto da relação de Matt, Foggy e Karen como uma família reunida. Neste momento, ele precisam um do outro mais dessa forma, do que de uma forma romântica. Karen, assim como Matt, tem um lado mais dark.

Há uma expectativa de todos os personagens da Marvel estarem em uma situação juntos. Como o Demolidor se encaixa dentro de um universo com heróis com superpoderes?
Charlie Cox: Acho que se você ler as HQs da forma que eles fazem se torna comum. Claro que se você falar da nossa série e a comparar com Os vingadores é completamente diferente, ao mesmo tempo que Guardiões da Galáxia também é. Mas se você ler algumas histórias, e eu tenho lido, o Demolidor não compete com ninguém. Ele não tem poderes para competir com esses personagens, mas ele cumpre um papel dentro desse universo. Isso muda, por exemplo, quando o Capitão América e o Homem de Aço estão interagindo. Eu acho que existe uma possibilidade e um jeito de Demolidor coexistir nessa realidade.
Deborah Ann Woll: É só você pensar no filme dos Vingadores e também dos longas solos de cada super-herói. São diferentes, mas juntos eles funcionam. Eles conseguem fazer um bom trabalho e encontrar um jeito de colocar todos juntos.

Vocês dois estiveram em séries televisivas. Existe uma diferença entre fazer uma série para tevê e para os serviços on demand?
Charlie Cox: Em termos de filmagem, na tevê você costuma filmar uma episódio de cada vez. Acho ótimo essa estrutura (tudo junto). Você não precisa ter que convencer o espectador a voltar na semana seguinte, não há cliffhanger (recurso de suspense no fim do episódio). É uma estrutura mais parecida como gravar um filme.
Deborah Ann Woll: Uma das grandes diferenças é que você não precisa contextualizar para o espectador no início do episódio o que já aconteceu. Tem o lado bom é que não vemos a parte negativa. Não dá para pensar: "Ai meu deus, eles não estão gostando do que estou fazendo".

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