Sense8: primeira série para a TV dos criadores de Matrix estreia no Netflix

Irmãos Wachowski escrevem e dirigem os 12 capítulos disponibilizados em streaming nessa sexta-feira. A trama apresenta oito desconhecidos que dividem habilidades e emoções

06/06/2015 13:15

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Netflix/Divulgação
Série apresenta grupo de sensitivos com habilidades especiais (foto: Netflix/Divulgação)
Os irmãos Wachowski têm hoje a mais nova (e talvez melhor) chance de libertação da glória e ruína de Matrix. O filme de Lana e Andy, que redefiniu os moldes do cinema de ação e ofusca tudo o que os dois cineastas criaram desde 1999, pode encontrar em Sense8, produção original do Netflix que estreia nesta sexta-feira (05), um par instigante. A julgar pelos três primeiros episódios já disponibilizados ao Viver, o seriado resgata o melhor dos realizadores de Cloud atlas (2013) e O destino de Júpiter (2014): originalidade, misticismo, arte marcial, existencialismo, conectividade.

Se a computação gráfica de Matrix cunhou efeitos especiais que ainda ressoam na indústria do cinema, em Sense8 a ação é psicológica. O grande circo criado pelos terráqueos no planeta é o foco das lentes de Andy e Lana, que dividem os créditos de criação  e roteiro com o eclético J. Michael Straczynski, aplaudido por roteiros de HQs, séries e programas de rádio.

“Queríamos produzir algo nunca feito sobre gênero e identidade. Tratar da crença de que somos mais do que a soma de nossas partes”, conta JMS. Os três passaram anos gestando Sense8. O tempo deu à luz uma torre de babel moderna, rodada em nove cidades do mundo, com atores de oito nacionalidades e sotaques orgânicos.

A sinopse reúne oito desconhecidos, de Seul a Nairóbi, que, de repente, são conectados. Um passa a ter acesso a habilidades e sensações dos outros, graças a uma expansão mental proporcionada por Angel (Daryl Hannah). Uma boa sacada do trio de escritores é que cada um dos oito poderia sustentar a série sozinho - e com bagagem para transformar a rejeição ao casal gay da novela Babilônia (21h, Globo) em piada.

A fotografia de John Toll é impecável, mas são ângulos fechados e intimistas que mostram o processo de negação e aceitação da nova condição de cada sensitivo. O recurso dá uma pegada de reality a Sense8. Lana e Andy também brincam com a mudança de cidade e personagens de maneira fluida, mas sem pressa. O ritmo ditado constrói expectativas, mas pede paciência - como Angel conseguiu “parir” novos sensitivos e quem é a organização ligada ao governo que a persegue? A torcida é para que as respostas cheguem nos 12 episódios lançados nesta sexta, como a pílula vermelha que retirou Neo (Keanu Reeves) da matrix, e libertem os Wachowskis do estigma de diretores de uma obra só.

O clube dos oito
Will (Brian J. Smith) é um policial de Chicago; Riley (Tuppence Middleton) é uma DJ islandesa radicada em Londres; Capheus (Aml Ameen) é um motorista de van em Nairóbi (Quênia); Sun (Bae Doona) é uma empresária coreana, que também é uma lutadora excepcional; Lito (Miguel Ángel Silvestre) é um galã mexicano que não assume a homossexualidade; Kala (Tina Desai) é uma farmacêutica indiana prestes a casar sem amar; Wolfgang (Max Riemelt) é um arrombador de cofres descendente de mafiosos de Berlim e Nomi (Jamie Clayton) é uma hacker transexual de São Francisco. Conheça os oito no vídeo abaixo.

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