MP veta shows e suspende vídeos do funkeiro mirim MC Pedrinho

Segundo a ação, as apresentações do menino de 13 anos "violam a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Convenção na ONU sobre os direitos da criança"

por Correio Braziliense 27/05/2015 10:23

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Divulgação
(foto: Divulgação)
A Promotoria de Justiça de Santana, em São Paulo, recebeu liminar do Juízo da Infância e da Juventude que proíbe as apresentações do cantor mirim MC Pedrinho, de 13 anos, em qualquer cidade do Brasil, sob pena de multa de R$ 50 mil. Também foi determinada a retirada de todo conteúdo relacionado ao artista das redes sociais. O cantor, que tem mais de 600 mil fãs no Facebook e 35 milhões de visualizações no YouTube, chegava a fazer até 20 shows por mês – as músicas têm forte apelo sexual.

Após receber críticas sobre as letras das canções, Pedrinho começou a mudar de estilo. No entanto, além do primeiro sucesso “Dom dom dom”, a maioria das composições dele tem palavrões e conteúdo erótico, consideradas, segundo o Ministério Público, “pornográficas e incompatíveis com a condição peculiar de pessoa em desenvolvimento”.

Como forma de contribuição - mesmo que indireta à superexposição indevida da imagem de MC Pedrinho - o MP deve intimar as empresas que mantêm anúncios publicitários nas redes sociais com os conteúdos dos vídeos e áudios relacionados ao trabalho do cantor para prestarem esclarecimentos.

Outros escândalos
Recentemente, o MP abriu inquérito sobre o “conteúdo erótico” de Mc Melody, funkeira de 8 anos. A cantora mirim, listada na investigação, causou polêmica nas redes sociais por usar roupas curtas e até sutiã de enchimento no conteúdo divulgado na internet. Em “Fale de mim”, música que já tem quase quatro milhões de visualizações na página do Facebook, há, entre os comentários, vários questionamentos sobre as letras e a postura da criança durante a coreografia.

Além de Melody, músicas e vídeos de outros cantores como MC Princesa, MC Plebeia, MC 2K, MC Bin Laden, Mc Brinquedo e Mc Pikachu também são alvo da investigação da autarquia, que ressalta o "impacto nocivo no desenvolvimento do público infantil e de adolescentes, tanto de quem se exibe quanto daqueles que o acessam".

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