Ator brasiliense Henry Zaga integra nova temporada do seriado 'Teen wolf'

Com exclusividade, o jovem conta sobre os bastidores da profissão nos Estados Unidos e relembra a vida em Brasília

por Diego Ponce de Leon 20/05/2015 11:17

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Arquivo Pessoal
(foto: Arquivo Pessoal)
Por aqui, ele responde por Henrique Gonzaga. A infância e a adolescência não diferem muito da maioria dos jovens do Plano Piloto. Passou por escolas tradicionais e aprontou belas farras com os amigos. Nos Estados Unidos, todos o conhecem como Henry Zaga, nome artístico desse ator brasiliense de 22 anos, que está dando o que falar desde que foi confirmado como um dos novos integrantes da quinta temporada da série norte-americana 'Teen wolf', produzida pela MTV. Cada episódio atinge 2 milhões de pessoas, em média.

Embora o anúncio oficial ainda não tenha sido divulgado, a própria diretora de elenco do programa deu a dica. Há algumas semanas, ela postou uma foto de Henrique nas redes sociais e atiçou a curiosidade dos milhares de fãs. Por meio das páginas na internet dedicadas a 'Teen wolf', a notícia logo foi ratificada.

Por questões contratuais com a emissora, o ator ainda não pode adiantar detalhes sobre o seriado, mas confirmou em entrevista, com exclusividade, a participação na atração: “Foram três testes na MTV até conseguir o papel. Fiquei muito feliz com a oportunidade”. Ele aproveitou para antecipar o nome do personagem: Josh.

“Sempre gostei muito de filmes, de arte em geral. De alguma maneira, sabia que meu futuro seria por essa área”, contou. Morando em Los Angeles desde 2013, Henrique sente falta da família, dos amigos, “do chope do Beirute da Asa Norte e do cachorro-quente da 213 Sul”. “Os primeiros seis meses foram bem difíceis, solitários. Hoje, sinto-me em casa e acolhido.”

Em plena ascensão, ele vive uma agitada rotina. Conversou com a reportagem, por exemplo, logo após sair de uma audição, algo recorrente na agenda do ator, que já participou das produções 'Cardinal X', 'The wing' e 'The mysteries of Laura'. Consequentemente, a dedicação começa a trazer bons resultados, não somente por conta dos novos trabalhos, mas igualmente em virtude do carinho dos espectadores, cada vez mais expressivo.

No início desta semana, ele voltou a entrar em contato. Orgulhoso, exibia uma carta que acabara de chegar. Na mensagem, um fã pedia pelo autógrafo de Henry e atestava: “Adoro seu trabalho, seu esforço e te desejo toda sorte do mundo. Obrigado, mais uma vez, por tudo que fez”. O ator prometeu enviar a foto autografada. E serão muitas de agora em diante.

Confira entrevista com Henry Zaga

Essa história de ser ator nos Estados Unidos te persegue desde sempre?

Era um sonho de maluco, desde a infância. Com 14 anos, já pensava em morar em Los Angeles. Era algo muito distante. Uma vontade enorme que não sabia se seria possível.

E quando ela começa a tomar forma?

Eu anunciei, ainda na adolescência: “Pai, para falar a verdade, eu não tenho muita preocupação com vestibular e queria estar em uma escola que preze pela questão das artes”. Ele me surpreendeu ao aceitar e acabei indo para a Escola Americana. Foi quando comecei a perceber que o sonho era alcançável, que eu tinha facilidade no idioma e que o universo cênico estava mais próximo. Ali, fiz minha primeira peça, Hairspray. Foi a minha primeira vez no palco.

Quando finalmente sai do país, você ainda não estava envolvido com o ramo da atuação…

Eu tinha medo do meu pai não me apoiar se eu assumisse que queria ser artista. Ele é advogado. Então, talvez eu pudesse seguir os passos dele. Eventualmente, assumir o negócio. Achava que a expectativa dele fosse essa. Inicialmente, preferi deixar a vontade artística de lado e foquei na ida aos Estados Unidos. Fui estudar em uma escola de negócios, que poderia me dar “algum futuro”.

E quando, de fato, o artista fala mais alto?

Depois de um ano na escola, fui conversar com meu pai. Abaixei a cabeça e já estava esperando um grande não. Mas, eis que ele me diz: “Meu filho, que bobagem! Sou seu melhor amigo. Estou aqui para te apoiar no que te faz feliz. Deveria ter me falado antes”. Foi um dia bem marcante na minha vida. Inclusive, meus pais são separados e minha mãe fez um jantar especial para essa conversa, de forma a deixar o clima o mais tranquilo possível. (risos). E ele foi maravilhoso. Sempre com bons conselhos. Minha mãe foi mais fácil, tipo líder de torcida.

Atualmente, já deve rolar um assédio…

Pois é. Já sim.. (risos). E foi engraçado pois eu tinha aberto uma conta no Twitter há tempos e mal lembrava da existência do perfil. Eis que acordo, certo dia, e recebo 300 notificações da conta! Uma sensação muito boa, mas muito estranha. Eu tinha imaginado essa reação e achava que estava preparado para ela, mas, quando chega, a parada é outra. Quando aconteceu, foi algo surreal. Aos poucos, vou me adaptando.

Você se preocupa com a premissa de que talvez você acabe conhecido por conta do rosto bonito e não exatamente em virtude de sua qualificação cênica?

Não tenho essa preocupação. Los Angeles é a capital das pessoas bonitas. Todos que querem entrar no ramo estão aqui. Esbarro com muita gente mais bonita que eu. O trabalho que você faz é o que conta. A aparência influencia, a depender do personagem em jogo, mas não é a palavra final. O ultimato vem a partir da sua qualificação. Não quero ser conhecido por ser alguém atraente. Quero ser reconhecido pelo valor do meu trabalho. Não sou modelo. Sou ator!

Mas você compreende minha provocação?

Claro. Uma maioria desembarca por aqui movida apenas pela ideia de que o belo corpo irá garantir trabalho. E acabam voltando para casa em um ano. Não rola essa de entrar pela beleza. É fundamental dar o sangue. Trabalhei muito. Uma doação incondicional.

Além disso, o que diria para quem quer seguir os mesmos passos?

Primeiramente, não parte para esse lance de “largar tudo”. Trabalhe para que as coisas estejam a seu favor. Transgrida seu máximo. Todos estão trabalhando no máximo. Você precisa ir além. Estudo é essencial. E cuidado com quem aparece no caminho pegando carona.

Quais são seus atores favoritos?

Daniel Day-Lewis e Meryl Streep. E os dois são bonitos! Mas venceram pelo talento.

Pensa em trabalhar no Brasil? Com quem?

Novelas ainda não me passam pela cabeça, mas filmes me interessam. Entre atores e diretores, adoraria trabalhar com Fernando Meirelles, José Padilha, Camila Pitanga...

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