Bruna Marquezine e Tatá Werneck são mocinhas da geração Y em 'I love Paraisópolis'

Novela das 19h estreia com dupla de protagonistas e apelo cômico; favela da capital paulista é pano de fundo para trama

por Ana Clara Brant 10/05/2015 15:09

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Joao Miguel Junior/TV GLOBO
Tatá Werneck e Bruna Marquezine representam geração de mulheres independentes, idealistas e que lutam por objetivos diversos sem perder o bom humor (foto: Joao Miguel Junior/TV GLOBO )

“A ordem é: divirtam-se.” Assim o diretor Wolf Maya iniciou a apresentação da novela 'I love Paraisópolis', durante a coletiva de imprensa no Rio de Janeiro. Pois nesta segunda-feira, 11, começa a diversão, com a estreia do folhetim na faixa das 19h. Segunda maior favela de São Paulo, Paraisópolis é colorida e cheia de vida cultural e contrasta com o vizinho e nobre Bairro do Morumbi. Eles estão separados geograficamente por uma rua e juntos formam uma mistura um tanto especial. Os dois lugares servirão de cenário para a história de Alcides Nogueira e Mário Teixeira.

 

Confira ensaio sensual de Bruna Marquezine


“É uma novela muito colorida, cheia de vida, de esperança”, garante Alcides. “Acho que é isso que o público gosta de ver. Trata da realização do sonho, do amor, da ternura, das relações verdadeiras. Quero passar a mensagem de que vale à pena apostar na felicidade. Não queremos glamourizar Paraisópolis, porque ela tem sua luz própria, mas também não queremos empobrecer o Morumbi. E não é nossa intenção promover uma luta de classes. Muito pelo contrário. A ideia é fazer uma integração.”

Troca-troca
Inicialmente, Tatá Werneck seria a protagonista, mas a Globo decidiu não arriscar e escalou Bruna Marquezine para o papel principal. A jovem atriz é Mari, melhor amiga de Danda, personagem de Tatá. As duas lutam pelos seus sonhos e defendem uma à outra com unhas e dentes. “Acabamos nos tornando muito próximas na vida real também”, conta Bruna. “A Tatá é uma parceira muito legal e estou muito feliz de trabalhar com ela. Como profissional, não tem nem o que falar. Ela é uma gênia.”

Wolf Maya, que é o diretor de núcleo, dividindo responsabilidade com o diretor-geral Carlos Magalhães, ressalta que Paraisópolis é a versão brasileira da Verona de Romeu e Julieta. Por isso essa alusão ao “I love”.

 

Segundo ele, a intenção é reproduzir tudo o que está acontecendo no mundo, mas com humor, amor e graça, sem falar que é uma trama que está sendo focada no jovem contemporâneo.

Wolf acrescenta que na novela há uma grande disputa territorial, já que a família de Soraya, personagem de Letícia Spiller, quer destruir as casas de Paraisópolis e criar um grande condomínio.

 

“Mas seu filho Benjamin (Maurício Destri), que estudou sociologia e arquitetura fora do Brasil, quer transformar a comunidade em um local muito bem servido, com transporte urbano, centros de treinamento e escolas.

Já Marizete e Danda sonham em melhorar de vida. Elas vão para Nova York de forma irresponsável e aventureira e passam pelo mesmo que muitos brasileiros por lá: são roubadas e uma delas é expulsa do país. “Mas tudo isso de forma cômica para quem assiste. Elas voltam para Paraisópolis e a partir daí contamos a história”, resumiu Wolf Maia.
Globo/Ze Paulo Cardeal
Caio Castro é o vilão Grego em 'I love Paraisópolis' (foto: Globo/Ze Paulo Cardeal)
Bandidagem
Letícia Spiller, que faz a vilã da história, não teve muito tempo para descansar, já que mal saiu de 'Boogie oogie' e já estava gravando cenas da nova novela das 19h. Ela conta que Soraya, sua personagem, é uma mulher de índole duvidosa, egoísta e preconceituosa. “É uma perua mimada que faz tudo pelo filho mais velho. Ela detesta Paraisópolis e quer manter o patrimônio a qualquer custo. Tem um quê de comédia também porque são tão descabidas as coisas que a Soraya faz, que chega a ser até engraçado”, explica.

O galã Caio Castro, que encarna Grego, um dos chefes do crime na comunidade de Paraisópolis, diz que, mesmo sendo paulistano, só conheceu a favela agora, quando foi gravar. Para compor o personagem, o ator entrou em contato com moradores do local, inclusive chefes do tráfico. “Eles me receberam normalmente. Em São Paulo, não ostentam arma, não ficam com fuzil para cima. No geral, foi bem tranquila a recepção e estou muito animado com o Grego”, afirmou.

O elenco traz ainda Danton Mello, Lucy Ramos, Cláudio Fontana, Eduardo Dusek, Françoise Forton, Carolina Oliveira, José Dumont, Alice Borges, Zezeh Barbosa, Babu Santana e Ricardo Blat, além das participações especiais de Lima Duarte e dos atores angolanos Lesliana Pereira e Fredy Costa.

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