Brasileiro comenta participação no Big Brother Espanha

Aos 32 anos, o pernambucano João Compasso ficou confinado por quatro dias

por Fernanda Guerra 19/03/2015 10:42

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Instagram/Telecinco
(foto: Instagram/Telecinco)
João Compasso não vê televisão, tampouco reality show. Mas isso não impediu o ator recifense, de 32 anos, de encarar o desafio de fazer uma participação no Gran Hermano Vip, o Big Brother espanhol de celebridades. Duas razões o motivaram: a experiência enriquecedora na carreira de intérprete e a oportunidade de divulgar o projeto social Silent Voices. "Eu aceitei o desafio, mas não entraria como participante. Fazer um reality show poderia me associar de forma negativa. Mas no programa, eu estava interpretando um personagem", ressaltou.

O pernambucano entrou no reality show fingindo ser um participante do BBB para convencer os confinados de fazerem intercâmbio no país. Não conhecia nenhuma das celebridades, com exceção da apresentadora Belén Esteban. "Isso contribuiu para eu fazer melhor meu papel. Foi difícil manter o personagem por tanto tempo. Muitas vezes, eu me isolava para dar uma aliviada. Se falavam espanhol comigo, eu tinha que responder em português... Isso foi um treinamento", relembra. Enquete feita pelo programa apontou que 98% dos telespectadores aprovaram a participação dele.

Para embarcar na experiência, João estudou a edição brasileira e teceu comparações. "Existem muitas diferenças. O brasileiro é mais superprodução. As coisas são mais grandiosas. As festas (do Gran Hermano Vip) eram mais simples, sem decorações ou bandas", compara. Ele exemplifica um evento temático brasileiro, que se restringiu à feijoada. Nada que chegasse aos pés de um show ou um desfile de moda. Também há poucas atividades na versão espanhola, que não conta com prova do líder e do anjo, apenas da comida.

João também compara os "15 minutos" de fama dos países distintos. "Na Espanha, eles exploram mais. Eu mal saí da casa e já recebi propostas de participar de outros programas do gênero", conta. Para ele, João está um pouco assustado com a fama repentina. "Foi uma invasão na minha vida privada. Achei a fofoca mais brutal. De repente, no Brasil, não estariam tão preocupado comigo", afirma o ator. "Eu quero dirigir minha carreira para um outro caminho. Então eu estou indo com cautela. Digerindo mais esses 15 minutos de fama, deixando a poeira baixar para ver o que acontece. Não busco a fama, mas trabalhar como ator", adianta.

Os quatro dias no confinamento superaram a expectativa. O ator já conseguiu algumas doações para o projeto da África. Em abril, o ator, que saiu do Brasil em 2009, retorna ao país para divulgar o projeto social. No Recife, o projeto apoia a Associação de Apoio à Criança e ao Adolescente.

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