Com novo rosto, 'CQC' ainda é mais do mesmo

Nova temporada do humorístico começou a pior audiência das estreias do programa

11/03/2015 10:02

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Band/Facebook/Divulgação
(foto: Band/Facebook/Divulgação)
Dan Stulbach não é careca, usa barba, tem olhos claros, timbre de voz e brilho próprios. Mas o terno preto e a ocupação do centro da bancada do CQC tornam inevitáveis as comparações com Marcelo Tas, que esteve naquele mesmo cenário por sete anos. Não é o caso de julgar se é melhor ou pior, como histericamente tentaram fazer os frequentadores das redes sociais. É diferente, sendo a mesma coisa. Explica-se: o texto em voga no CQC não se altera. É como se trocássemos o intérprete de um personagem, sem mudar as falas e o autor do script.

Expressões e ritmo, imposições do formato, aproximam Tas e Dan. A audiência em São Paulo respondeu com 3,8 pontos, o mais baixo de todas as estreias do programa, embora maior que a média do ano passado (3 pontos).

A vantagem da bancada está no duplo ofício dos novos componentes e a estreia já apontou que isso será aproveitado. Ali estão um ator e um músico, caso de Rafael Cortez, fechando o trio com Marco Luque, único remanescente do time original.

Novatos na turma de repórteres, Erick Krominski e Juliano Dip se juntaram a Lucas Salles e Maurício Meirelles, moço que sabe dosar cinismo e elegância, mesmo quando contracena com João Kléber, um dos convidados da estreia. O time de participações, diga-se, foi o ponto fraco do dia. Além de Kléber, figura mais do que acessível, lá estava o deputado Paulo Maluf, coadjuvante frequente da atração. Para a volta do CQTeste, quadro de Cortez, o programa escalou um santo de casa, Luiz Bacci. Para uma atração que se chama “Custe o que Custar”, convenhamos, não custou muito convencer os convidados.

O trabalho dos repórteres merece atenção. Em situações suficientemente constrangedoras como as que o programa aborda, mais vale evitar a agressividade e deixar que ela transbordar só nos entrevistados.

E já que rir de si mesmo é o melhor humor que há, o CQC soube tirar proveito de um grande trauma do passado: citar Wanessa Camargo entre os micos do Top 5. Pivô da crise que culminou com a saída de Rafinha Bastos daquela bancada em 2011, a cantora teve seu nome pronunciado com simulação de cautela extra, entre risos, pela nova mesa de apresentadores.

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