Cacau Protásio se torna protagonista na TV, prepara nova peça de teatro e desfila no carnaval

Mas, se hoje a coisa flui facilmente nos palcos, na televisão ou no cinema, nem sempre foi assim. A atriz conta que na sua primeira aula de teatro, ela abriu o berreiro e foi embora decidida a não voltar nunca mais

por Ana Clara Brant 14/02/2015 12:47

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Juliana Coutinho/Divulgacao
(foto: Juliana Coutinho/Divulgacao )

Recentemente, a atriz carioca Cacau Protásio, de 39 anos, esteve numa feira de rua, em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e foi abordada por fãs de sua veia humorística, exibida em programas como Vai que cola (Multishow). Uma senhora chegou toda animada e a cumprimentou. Em seguida, apresentou seus filhos à atriz. Cacau respondeu apenas: “Oi, tudo bem? Muito prazer”. A admiradora, decepcionada, soltou: “Nossa, como você é sem graça...”

“Fiquei na minha e levei na esportiva. Acho que ela estava esperando uma reação mais efusiva, não sei. Muita gente pensa que sou do tipo dos papéis que interpreto, mas sou extremamente reservada e tímida”, afirma.

No ar em dois programas do Multishow – além de Vai que cola, ela integra o elenco de Trair e coçar é só começar – , não é raro Cacau ser chamada pelos nomes das personagens, sobretudo a espalhafatosa e fogosa viúva de bicheiro Terezinha, do Vai que cola, que neste ano terá sua terceira temporada. “Muitas pessoas nem sabem meu nome de verdade. Vira e mexe, me chamam de Terezinha. Mas não ligo. É muito gostoso ter esse reconhecimento. Significa que estou fazendo bem feito”, festeja.

O sitcom, que tem também no elenco Paulo Gustavo, Catarina Abdalla, Marcus Majella, chegou a ser a produção nacional de maior audiência da TV por assinatura nos últimos dez anos. E virar filme, com previsão de lançamento para este ano.

Em novembro, a atriz se tornou protagonista da versão televisiva de Trair e coçar é só começar, sucesso nos palcos há mais de 30 anos, escrito por Marcus Caruso. O programa, que conta a história da atrapalhada empregada doméstica Olímpia, que se vê obrigada a se dividir entre seus dois patrões recém-separados, também ganhou outra temporada.

Cacau Protásio não chegou a assistir à peça, mas viu o filme, estrelado por Adriana Esteves, de quem acabou se tornando amiga. “Vi o filme há muitos anos, mas criei a minha própria Olímpia. Eu a imaginei doce, de bom coração, ingênua. Mas, se tivesse que me espelhar na Adriana, seria maravilhoso também. Ela foi uma pessoa supergenerosa, que me ajudou a me destacar para o Brasil inteiro, quando trabalhamos juntas em Avenida Brasil”, afirma.

Tanto Vai que cola quanto Trair e coçar são dirigidos por César Rodrigues, sendo que, no primeiro, ele conta com a parceria de João Fonseca e no segundo, de Caetano Caruso, filho de Marcos Caruso. Para Cacau, isso acabou facilitando o trabalho. “Nas duas séries, a gente é livre para fazer o que quiser. Tem muito improviso, apesar de ter um roteiro para seguir. Mas há muita liberdade de criação, principalmente no Vai que cola. E o bacana é que toda a equipe veste a camisa; dos motoristas aos diretores. Acho que tudo isso explica um pouco o êxito das duas atrações”, diz. As duas séries devem voltar ao ar no segundo semestre.

Não é a primeira vez que Cacau, cujo nome de batismo é Anna Cláudia, veste um uniforme de doméstica na ficção. Aliás, foi na pele da espevitada e interesseira Zezé, a empregada da mansão de Tufão (Murilo Benício), em Avenida Brasil (2012), que ela ficou conhecida pelo grande público. Logo depois, foi convidada pela atriz e diretora Bianca Byington para estrelar o espetáculo Domésticas, baseado em depoimentos reais. Agora, interpreta a Olímpia de Trair e coçar .

“Não me incomodo de fazer domésticas de novo, até porque, são personagens completamente diferentes. Foi uma feliz coincidência”, comenta. A parceria com João Emanuel Carneiro, o autor da novela centrada na vingança de Nina (Débora Falabella) contra Carminha (Adriana Esteves), pelo visto vai render mais um trabalho. O dramaturgo já teria reservado Cacau Protásio para a sua próxima trama, Favela chic, prevista para estrear em outubro na faixa das 21h, na Globo. “Só ouvi falar em sites e tal. Claro, que seria ótimo fazer parte de um projeto com a mesma equipe de Avenida Brasil. Mas não sei de nada ainda”, desconversa.

Atualmente, Cacau está em cartaz ao lado de Betty Gofman, Marcelo Serrado e Otávio Muller, no Rio de Janeiro, com a peça Ensaio geral. Sob o formato de esquetes, o grupo interpreta atores num ensaio de peça teatral e se alterna em números de humor e música, além de cantar e dançar. O texto é de Fernando Ceylão, com colaborações de todos do elenco. “Está sendo muito divertido, e o público tem correspondido de uma maneira muito legal. Cada dia, a gente incrementa alguma coisa. Vamos ficar no Rio até fevereiro, mas a ideia é rodar o país e com certeza queremos passar por Belo Horizonte.”

BERREIRO Se hoje a coisa flui facilmente nos palcos, na televisão ou no cinema, nem sempre foi assim. A atriz conta que na sua primeira aula de teatro, na Casa das Artes de Laranjeiras, (CAL), ela abriu o berreiro e foi embora decidida a não voltar nunca mais. “Como eu era e sou muito tímida, chorei mesmo e fui embora. Lembro que o professor era o Cecil Thiré. Eu falava que aquilo não era pra mim, que não ia dar conta. Fiquei afastada uma semana, mas não aguentei. Acabei voltando e hoje estou aí”, recorda ela, que chegou a cursar Pedagogia, mas abandonou a faculdade. “Larguei totalmente. Nunca me veria como pedagoga.”

Ela diz que o caminho do humor aconteceu por acaso em sua vida e que a cada dia aprende mais com colegas tarimbados no gênero, como Paulo Gustavo, Fernando Caruso, Márcia Cabrita e, mais recentemente, Fernando Ceylão. “Não sou comediante. Nunca me vi fazendo humor, mas as coisas foram acontecendo. Sou atriz, e a gente tem que se virar em todos os estilos.” Em junho, Cacau completa 40 anos de vida e mesmo com a agenda bastante movimentada em 2015, quer realizar um grande desejo: ser mãe. “Tenho conversado muito com meu marido e seria maravilhoso se isso acontecesse. Vamos ver.”

A carreira de Cacau Protásio


TV
2014 Saltibum e Trair e coçar é só começar
2013 Vai que cola e Joia rara
2012 Avenida Brasil e Dança dos famosos

Cinema
2009 Os restos de Antônio

Teatro
2015 Ensaio geral
2012 Domésticas
2006 O piano
2005 Meninos do mangue
2005 Amigos da vã
2005 Vim avisar que você morreu
2005 Atendimento
2004 Deixe o mundo girar
2004 Grace Kelly vai debutar
2003 Viva l’amour
2002 Os sete gatinhos
2002 O tecido mau-dito
2001 Vivendo Brecht ontem, hoje, amanhã A Z
2001 A metamorfose
2000 É por isso que todo adulto é neurótico

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