Roberto Carlos diz que briga com Tim Maia em filme é mentira: ''falta de ética''

Em entrevista, cantor barrou presença de jornalista que tornou-se ''persona non grata'' e anunciou que lançará autobiografia em dois volumes

por Agência Estado 06/02/2015 11:49

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Marcello Sá Barretto/AgNews
''Não sou de ficar contando, mas pedi para a (gravadora) CBS gravar um disco dele'', disse o rei (foto: Marcello Sá Barretto/AgNews)
O cantor e compositor Roberto Carlos afirmou na tarde de quinta-feira, 5, que nunca brigou com o cantor Tim Maia e classificou como "mentira" a versão narrada pelo filme 'Tim Maia', de Mauro Lima, sobre a vida do colega de adolescência no Rio. "Quando formamos o conjunto, todos nós sabíamos que a intenção minha, do Erasmo e do Tim era seguirmos carreira solo", afirmou.

Por isso, acrescentou Roberto, não houve briga quando decidiu deixar o grupo. Na cena do filme, Tim lança sanduíches em Roberto ao ver o colega negociando participação solo em programa de TV. "Não existiu jogar pedaço de pão, é mentira. Quando Tim voltou dos EUA, me procurou e ele foi escalado para cantar na 'Jovem Guarda' (programa de TV comandado por Roberto na década de 60). Cantou 'Georgia on My Mind' (clássico americano), fez sucesso e voltou outras vezes. Não sou de ficar contando, mas pedi para a (gravadora) CBS gravar um disco dele. Ele gravou, não fez tanto sucesso quanto esperava, e Tim acabou mudando de gravadora", disse Roberto, em entrevista coletiva concedida durante temporada do Projeto Emoções em Alto-Mar, em Armação dos Búzios, cidade na Região dos Lagos fluminense.

"Acho uma falta de ética de quem colocou isso no filme", continuou o cantor, referindo-se à briga com Tim. "Nós tínhamos turmas diferentes, mas não brigamos. Ele foi escalado para meu especial (de fim de ano) na TV Globo, inclusive", acrescentou.

O escritor Paulo César Araújo, autor de 'Roberto Carlos em Detalhes', biografia do cantor e compositor que, a pedido de Roberto, teve a comercialização proibida pela Justiça, foi impedido de se credenciar, como jornalista, para a entrevista coletiva anual. Questionado sobre o veto à presença do escritor, com quem manteve uma disputa judicial, o cantor afirmou que foi sua assessoria que resolveu vetar a presença de Araújo. "Fiquei sabendo disso depois. Foi um cuidado tomado pela minha assessoria, e eu concordo plenamente. Aqui é minha casa, e ele é persona non grata."

 

Roberto contou que está gravando depoimentos para sua autobiografia. "Ainda não tenho alguém para escrever, mas logo, logo vou ter, porque pretendo lançar logo esse livro. E devem ser dois volumes porque é muita informação, não caberia em um livro só. Vou contar tudo, e ninguém sabe da minha vida melhor do que eu", concluiu.

O cantor afirmou ainda que, em 2016, deverá fazer um grande show como o que fez em Jerusalém, que virou disco e DVD. Desta vez, o palco deverá ser a Itália. Roberto comentou também sobre os pedidos de reconhecimento de paternidade que já recebeu. "Foram oito, alguns de gente que eu nunca conheci. Eu faço, quando a pessoa pede já estendo o braço. Mas até agora só um deu positivo só o Rafael, que eu imediatamente reconheci."

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