Budismo, hinduísmo, cristianismo: Conheça as religiões de 'Os Simpsons'

Os personagens convivem com diversas crenças no programa

por e Luciana Amaral 17/12/2014 10:09

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The Simpsons/Divulgação
Apesar de frequentar a igreja, Homer exibe atitude rebelde em relação à religião. Na imagem, cena do polêmico episódio 'Dial D for Diddily' (foto: The Simpsons/Divulgação)
'Os Simpsons' é uma série conhecida pela liberdade criativa. Essa atmosfera fica clara quando o assunto é religião. Tabu em outros programas, o tema é tratado de forma engraçada e plural no desenho: protestantismo, catolicismo, budismo, judaísmo e hinduísmo estão presentes na atração.

A maioria dos personagens frequenta a protestante 1ª Igreja de Springfield, que tem como líder o Reverendo Lovejoy e, como fiel membro, Ned Flanders. Marge vai todo domingo à igreja e leva consigo a família. Mesmo assim, Homer e Bart não se interessam pelos cultos, chegando a questionar a religião em algumas ocasiões. Os dois até se convertem ao catolicismo num episódio, porém, em outros, se demonstram ateus. Lisa é budista, mas também frequenta a 1ª Igreja de Springfield e comemora festas cristãs.

Em 'Os Simpsons', as religiões não são vistas como guias únicos do modo correto de viver. Pelo contrário, o seriado procura mostrar que as pessoas, mesmo com convicções diferentes, podem e devem conviver em união. No final de episódios, em que há discordâncias relacionadas ao tema, encontra-se uma maneira de ensinar que a tolerância e o respeito são imprescindíveis.

Para Agnaldo Cuoco Portugal, professor de Filosofia da Religião da Universidade de Brasília (UnB), o comportamento dos personagens de 'Os Simpsons' encontra paralelo na vida real. "A religião não é tudo na vida. Apesar de poderem ser exclusivistas, as pessoas têm muitas coisas em comum”, explica.

Portugal ainda afirma que, em geral, o tratamento da religião pela mídia é muito crítico e Os Simpsons não foge à regra. “O seriado ataca a superficialidade do mundo moderno. O Homer é bem esse indivíduo raso, não autêntico, sem riqueza interior. Agora, quando o Homer não gosta de ir à igreja, o criador critica a si mesmo ou a Igreja como instituição? Temos que pensar nisso também”, propôs.

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