Luiza de Bruna Marquezine encabeça lista de jovens chatos e mimados em novela

'Em família' traz elenco de adolescentes e jovens problemáticos, porém maçantes

18/05/2014 14:24

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TV Globo/divulgação
(foto: TV Globo/divulgação)
Há muito tempo não se via jovens tão maçantes em uma mesma novela. 'Em família' (Globo) está cheia deles, apesar de circularem por um galpão cultural onde se respira arte. Entre uma cena e outra de dança ou aula de flauta, as dondoquinhas de plantão, por exemplo, curtem, sim, a vida adoidado, mas também atazanam e muito a dos outros, especialmente a de suas mães, num show de desrespeito.

 

Veja fotos sensuais de Bruna Marquezine na pele de Luiza

 

No começo da história de Manoel Carlos, onde estavam Luiza (Bruna Marquezine) e Alice (Érika Januza)? Em um passeio de férias pela Europa, especialmente Viena, na Áustria, onde a filha de Helena (Júlia Lemmertz) se deparou pela primeira vez com Laerte (Gabriel Braga Nunes). As típicas garotas zona sul carioca, nascidas e criadas no Leblon, acompanhadas dos namorados, não tinham muito com que se preocupar. O lema era se divertir, com o deleite proporcionado pelos pais endinheirados.

De volta ao Brasil, a rotina de faculdade, baladas, compras. Tudo bancado pelos pais, claro. Luiza até tentou apoiar o tio, Felipe (Thiago Mendonça), na luta contra o alcoolismo, ou ajudar o namorado, André (Bruno Gissoni), outro preconceituoso, mimado e marrento, a encontrar os “pais verdadeiros”. Mas tudo ficou apenas na intenção. Ela se jogou mesmo foi na relação com o flautista problemático.

Desde que resolveu assumir o romance com Laerte, a garota não mede esforços para ficar com ele, ainda que sua posição signifique o rompimento com a mãe, que foi no passado e continua eternamente apaixonada pelo flaustista. Para tanto, Luiza saiu de casa, montou apartamento, segue dirigindo seu carro e, claro, deve ter polpuda conta bancária. Tudo, evidentemente, bancado pelos pais, a quem não dá ouvidos. Pois, Luiza pode tudo. Menos trabalhar e provar realmente a sua independência.

Além disso, para se convencer de que o envolvimento com Laerte tem futuro, afronta a mãe, joga-lhe na cara atrevimentos impensáveis e acha que com o que sabe da vida pode até dar aulas. E lições de moral. Na mesma toada, vai Alice. Depois de descobrir que é fruto de um estupro, não deixou mais a mãe, Neidinha (Elina de Souza), em paz. Ela quer justiça mais do que a própria vítima.

Sem respeitar o drama que a irmã de Virgílio (Humberto Martins) viveu no passado e seu espaço e privacidade no presente, quando tenta se reerguer, a filha se joga numa jornada para encontrar o pai. Tanta obstinação gerou uma personagem no mínimo inconveniente. Chatas, porque mimadas e sem limites, está na hora do autor puxar as rédeas de Luiza e Alice. Essas mulheres já foram longe demais, e não por acaso desagradam o telespectador.

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