Haverá mineiros na lista dos melhores restaurantes da América Latina? Já estamos na torcida!

Os 50 vencedores do prêmio de gastronomia serão conhecidos em outubro. Em edições anteriores, casas como D.O.M, Mocotó e Remanso do Bosque foram destacadas. De BH, o Glouton está no radar

por Laura Valente 06/09/2017 14:05
 Latin America Restaurants/divulgação
Mineiro, Glouton recebeu citação "restaurantes para ficar de olho" (foto: Latin America Restaurants/divulgação )
  
Em 24 de outubro, o mundo gourmet e os foodies (apaixonados por  gastronomia) descobrirão quais são os melhores restaurantes da América Latina, segundo eleição da quinta edição do prêmio Latin America’s 50 Best Restaurants. O anúncio ocorre em cerimônia de premiação realizada com ineditismo em Bogotá, na Colômbia. Para fazer o “esquenta” das premiações, a organização relembra 10 casas brasileiras que já foram premiadas desde o lançamento da lista, em 2013 (confira na página). 
William Drew, editor-chefe do Latin America’s 50 Best Restaurants e das versões global e asiática do prêmio, informa que a lista de premiados é um retrato das opiniões e experiências de 252 especialistas na indústria de restaurantes latino-americanos, incluindo chefs, críticos, proprietários e público gourmet. “Ela é responsável por apontar as principais tendências do segmento e destacar os melhores restaurantes de toda a região latina. Não há uma lista de critérios predeterminados, mas a votação é regida por regras rígidas e submetida à auditoria independente da renomada consultoria Deloitte”. 
Drew avisa ainda que durante o evento de premiação haverá a conferência # 50BestTalks em que chefs renomados discutirão a forma como os alimentos podem ajudar a superar fronteiras culturais e nacionais na América Latina. Antes, a organização anuciará os prêmios de Best Female Chef  ou Melhor Chef Mulher (no dia 13), Lifetime Achievement (no dia 26) e One to Watch (em 10 de outubro).
          
           Pela valorização da gastronomia mineira
Euller Junior/E.M/D.A Press
Léo Paixão chama o público internacional para Minas (foto: Euller Junior/E.M/D.A Press)
 
Ainda segundo a organização do prêmio, os restaurantes contemplados nesta quinta edição só serão conhecidos no momento da premiação. Assim, não é possível adiantar se haverá alguma casa mineira entre os contemplados. Esperança vem do Glouton, do chef Léo Paixão, citado em 2015 como “um restaurante para ficar de olho”. Vale dizer que o local acabou de passar por uma reforma estrutural, assinada pelo arquiteto Cristiano Sá Motta. “Mudamos a decoração, o jardim, criamos um bar com carta de coquetéis incluindo nove tipos de gim com nove marcas diferentes da bebida, além de parceria com a cervejaria Wäls. O objetivo é oferecer a melhor experiência para os clientes”, diz o chef que destaca no cardápio fixo receitas como o camarão em ravioli de abóbora e a papada de porco com mil folhas de mandioca.  
Sobre uma possível indicação ao prêmio, ele acredita que seria muito bom para divulgar a cozinha mineira de forma geral, mas lembra que a capital ainda não é um pólo de turismo internacional como o são Rio e São Paulo, o que dificulta a visita de jurados do  Latin America’s 50 Best Restaurants. “Belém fica fora do circuito Sudeste, mas tem um lugar garantido pela fama da culinária amazônica. No restante do país, infelizmente Rio e SP ainda são foco. Eu e a Manu (Buffara), de Curitiba, já fomos citados, mas nenhum de nós entrou. Apesar disso, com certeza vamos continuar trabalhando muito e falando sobre a importância de trazer essa turma para cá, para provar nossa comida. Não é nem uma questão de clientela, pois a minha é formada em maioria por mineiros, um público fiel e que faço a maior questão de cativar. Mas para divulgar Minas Gerais, nosso potencial turístico e gastronômico, uma premiação como essa será muito importante.” 
          Premiados  
Rubens Kato/divulgação
Tapioca e biscuit de botarga, do D.O.M (foto: Rubens Kato/divulgação)
Entre os já premiados no Brasil, há restaurantes do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Belém, no Pará.  O D.O.M, de Alex Atala, conquistou o segundo lugar do ranking, em 2013, e esteve no top 5 de todas as edições realizadas até aqui. No ano seguinte, o chef recebeu o Lifetime Achievement Award pela trajetória que entre outros méritos é reconhecida pela valorização da culinária de raiz amazônica no Brasil e no exterior. Já o Maní , também sediado na paulicéia, esteve entre os 10 melhores em todas as edições da lista e a chef Helena Rizzo foi nomeada Best Female Chef na versão mundial do prêmio, em 2014. 
Ricardo D'Angelo/divulgação
Alex Atala: prêmio e valorização da culinária amazônica (foto: Ricardo D'Angelo/divulgação)
 
Do Rio, sempre ficam bem cotados Roberta Sudbrack e o franco-brasileiro Olypme (do chef Claude Troisgros). Também na Cidade Maravilhosa o Lasai, do chef Rafael Costa e Silva (que chegou a liderar a cozinha do renomado espanhol Mugaritz), entrou na lista dos 50 melhores da América Latina em 2015 na 16º posição, garantindo o prêmio de Highest Entry naquele ano. 
Mani/divulgação
Maní, da chef Helena Rizzo,consagrado entre os melhores (foto: Mani/divulgação)
 
Tomas Rangel/divulgação
Pupunha do Olympe (foto: Tomas Rangel/divulgação)
Fora do circuito Sudeste, uma casa representa com maestria o Norte do país: o Remanso do Bosque, dos chefs Thiago e Felipe Castanho, especialistas em releituras contemporâneas de clássicos como pato no tucupi, arroz de jambu e filhote assado na brasa. A seguir, confira a lista dos top 10 brasileiros e uma galeria de fotos de dar água na boca!  
 
D.O.M: Comandado pelo chef Alex Atala – que em 2014 recebeu o Lifetime Achievement Award por sua trajetória -, esteve no top 5 de todas as edições do Latin America’s 50 Best Restaurants, chegando a conquistar o 2º lugar na lista em 2013.
Maní: Sob a batuta dos chefs Helena Rizzo – que em 2014 foi nomeada Best Female Chef na versão mundial do prêmio - e Daniel Redondo, o Maní esteve entre os 10 melhores em todas as edições da lista. 
Mocotó: Fundado em 1974 pelo pai do atual chef da casa, o jovem Rodrigo Oliveira, o Mocotó esteve em todas as listas dos 50 melhores da América Latina até agora.
Olympe: O franco-brasileiro situado no Rio de Janeiro e comandado pelo chef Thomas Troisgros – filho do célebre chef Claude Troisgros, que conquistou o Diners Club® Lifetime Achievement Award em 2016 – também esteve em todas as edições da lista até hoje. 
Lasai: O restaurante, comandado pelo chef Rafael Costa e Silva, que chegou a liderar a cozinha do renomado espanhol Mugaritz, entrou na lista dos 50 melhores da América Latina em 2015 na 16º posição, garantindo o prêmio de Highest Entry naquele ano. 
Tuju: Situado na Vila Madalena, em São Paulo, e comandado por Ivan Ralston, o Tuju entrou na lista dos 50 melhores da América Latina com apenas 2 anos de existência.
Remanso do Bosque: O paraense, comandado pelos irmãos Thiago e Felipe Castanho, esteve em todas as edições do Latin America’s 50 Best Restaurants e é o único brasileiro fora do circuito Rio-São Paulo a entrar na lista.
A Casa do Porco: Especialista em pratos à base de cortes suínos, A Casa do Porco, de Jefferson Rueda, entrou na lista em 2016, com apenas um ano de existência, e já conquistou o prêmio de Higest Entry após estrear na 24ª colocação.
Roberta Sudbrack: O restaurante carioca, que leva o nome de sua chef, esteve bem posicionado em todas as edições do prêmio. A chef Roberta Sudbrack foi a ganhadora do prêmio de Best Female Chef em 2015.
Fasano: Conhecido do exigente público paulistano e atualmente comandado pelo chef Luca Gozzani, o tradicional Fasano esteve em duas das quatro edições do Latin America’s 50 Best Restaurants. 
Octavio Cardoso/divulgação
Filhote na brasa com feijão manteiguinha, do Remanso do Bosque (foto: Octavio Cardoso/divulgação)
Ricardo D'Angelo/divulgação
Atolado de bode, do Mocotó (foto: Ricardo D'Angelo/divulgação)
A casa do porco/divulgação
Torresmo de panceta com goiabada (foto: A casa do porco/divulgação)
Roberta Sudbrack/divulgação
Aspargo branco em caramelo picante (foto: Roberta Sudbrack/divulgação)
 
Tuju/divulgação
Tuju, em SP, entrou na lista com apenas dois anos de existência (foto: Tuju/divulgação)
 

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