Confira os bares prediletos dos belo-horizontinos para paquerar, ouvir música e prosear

'Cabernet Butiquim' aposta em bons vinhos e ambiente aconchegante. O 'Meet me' capricha nos drinks nas playlists. Na Benfeitoria, clientela fiel quer mais é flertar. Encontre sua tribo

por Francelle Marzano 07/07/2017 07:00

Marcos Vieira/EM/D.A Press
Pablo Teixeira, sócio do Cabernet, diz que o vinho inspira conversas no bar (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
Um bar em cada esquina. Essa é a fama de Belo Horizonte, a capital dos botecos. São 4,4 mil, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG), sem contar os restaurantes e lanchonetes. Há opções para todos os gostos: locais para conversar, paquerar ou ouvir música. O fim de semana chegou e, para ajudar o leitor a decidir onde será a balada, o Divirta-se dá dicas de casas dessas três “categorias”.


Quer bater papo? Um dos bons bares para isso é o Juramento 202 – Cervejaria Viela, na Pompeia, “caçula” da noite da capital. Com apenas quatro meses de funcionamento, as poucas mesas estão sempre cheias, mas a clientela não se aperta: ocupa o passeio.

No estilo venda de interior, o Juramento 202 não tem cozinha. Vende apenas cerveja artesanal, embutidos e fatiados. A bebida é fabricada por microcervejeiros de BH, enquanto embutidos e fatiados são comprados de pequenos produtores. O copo de cerveja custa R$ 5 (280ml) e R$ 7 (380ml). Cem gramas de fatiados custam R$ 12. Não há serviço de mesa, e o som ambiente vem

“A ideia é oferecer cerveja de boa qualidade, com preço justo, num lugar bom pra conversar”, afirma Luiz Fernando Furiati, de 26 anos, sócio do Juramento 202. A clientela concorda. “Aqui é bem a cara do mineiro. A mesa compartilhada faz com que você conheça outras pessoas e jogue conversa fora”, diz a design de moda Chandra Drummond. Na sexta-feira passada, ela e os amigos Jairo Horsth e Marina Vanucci batiam ponto por lá.

SHOTS Outro “bom de conversa” é o Bucaneiro, no Bairro Anchieta. Com dois anos e meio de funcionamento, a casa é conhecida por sua carta especial de shots. Entre eles está o hot jack flamejante, que leva uísque Jack Daniels, licor de chocolate branco e licor de cacau e canela (R$ 10). O proprietário Rodrigo Araújo Ribeiro conta que a ideia inicial era ter mesas apenas na calçada. Lá dentro, os clientes ficariam em pé, ouvindo música – algo no estilo “inferninho”. Porém, quem manda é o freguês. “A gente precisou se adequar aos clientes e acabou colocando mesas no interior, com música ambiente. Talvez venha daí a fama de que nosso bar é bom pra conversar”, diz Rodrigo. Na playlist há indie rock, música latina e reggae.

No Cabernet Butiquim, em Lourdes, a música ambiente varia de jazz a MPB, passando por soul. Para Léo Gomes, frequentador da casa, as “mesas pequenas, a boa música e os preços” são atrativos. “Vim almoçar e acabei me tornando cliente assíduo à noite. Sempre estou acompanhado de amigos, ficamos conversando boas horas por aqui. É uma oferta diferente em BH”, diz o consultor de negócios.

Pablo Teixeira, sócio do Cabernet, garante: “Facilita sermos um bar de vinhos: as pessoas começam conversando sobre a bebida, contam suas experiências e acabam compartilhando momentos”. O cliente pode optar pela taça de vinho da casa (a partir de R$ 9,90) ou pela garrafa (a partir de R$ 49, preço do cabernet sauvignon Inspiración, por exemplo). Entre os petiscos está o dadinho de queijo canastra com goiabada defumada (R$ 26, para três pessoas).

Playlist fez fama

Amantes de música encontram cardápio variado em Belo Horizonte – de sertanejo a MPB, de funk a eletrônica. Quem quiser curtir uma playlist descolada, com black music, soul, groove e ritmos brasileiros, pode bater ponto na Rua Curitiba, 2.578, em Lourdes, onde fica o Meet Me. Dois DJs residentes sempre agitam a sexta-feira e o sábado, geralmente na companhia de colegas convidados.

“A gente aposta no diferente. Procuramos não seguir os gêneros mais populares do momento. Temos uma curadoria para escolher a playlist e muitos clientes já nos pediram para criar nossa lista compartilhada no Spotify. Isso é um projeto futuro”, conta Francis Dias, sócio do Meet Me.

Para quem quiser ouvir ou dançar samba, uma dica: Bar Estabelecimento, na Serra. A casa costuma promover, em seu quintal, rodas de sambistas nas tardes de sábado e de domingo. Nos dias de semana, os “amigos” – como o proprietário Olívio Cardoso Filho chama os clientes – podem pôr sua própria playlist para tocar.


Reduto cult

Para quem faz parte da legião de solteiros que busca um lugar para paquerar,  uma das dicas é a Benfeitoria, no Bairro Floresta. Tida como “cult”, a casa oferece boa música, além de teatro e noites de cinema. Há drinques variados, cerveja long neck ou em lata (R$ 7) e petiscos como o pão de queijo recheado (R$ 9).

“Aqui é bom para conversar, ouvir música e muito bom para um encontro casual. A vibe, a energia meio bucólica da Benfeitoria promove um ambiente legal”, conta o cliente Samuel Almeida.

O local aposta na diversidade, abrindo espaço para DJs, músicos e artistas da cena local, explica a sócia Jordana Menezes. A ideia é explorar o entretenimento de uma forma diferente. “Quem frequenta acaba se identificando com a gente. Essa coisa da pluralidade cultural acaba ajudando na hora de bater papo, de conversar”, afirma.



Love story
no espetinho


BH acabou se tornando também a capital dos espetinhos. Simples ou sofisticados, muitos se tornaram points de paquera. O Muu, por exemplo, fez fama no Cruzeiro. Mas cuidado para não se decepcionar. De acordo com os proprietários, a faixa etária dos frequentadores muda de acordo com o calendário. Para quem tem de 25 a 40 anos, os dias de semana são melhores. De sexta-feira a domingo, é a vez do público mais jovem, entre 18 e 25 anos.

Eder Luis Alves e Karolina Angeli Figueiro frequentam o Muu. Namorando há um mês, o casal se conheceu numa festa, mas garante: espetinho é um bom local para conhecer alguém. “Alguns bares de BH incorporam muito essa ideia da paquera. Hoje, estamos aqui juntos e nos curtindo”, comenta Eder.

Marco Túlio Pimenta, sócio do Muu, diz que a fama não foge ao objetivo inicial do bar. “Quando montamos a casa, a ideia era realmente criar um ambiente descontraído para que as pessoas pudessem se conhecer. É um lugar para você vir mais solto, relaxado, para conversar e curtir a noite”, afirma. A programação inclui DJs de música eletrônica, nos dias de semana, e sertanejo aos sábados. Cervejas e espetinhos custam a partir de R$ 7.

PARA CONVERSAR

 

» Bar Juramento – Cervejaria Viela 
. Rua Juramento, 202, Pompeia. Informações: www.facebook.com/Juramento202/
. Funciona de quarta a sexta-feira, das 18h à 0h; sábado, das 14h à 0h; e domingo, das 13h às 20h

» Cabernet Butiquim 
. Rua Levindo Lopes, 12, Funcionários, (31) 3889-8799
. Funciona de terça-feira a sábado, das 11h30 à 0h; e domingo, das 11h30 às 16h

» Bucaneiro
. Rua Montes Claros, 738, Anchieta, (31) 99727-3834
. Funciona de terça a quinta-feira, das 18h às 2h; sábado, das 15h30 às 2h; e domingo, das 15h30 às 0h


PARA OUVIR MÚSICA

» Meet Me 
. Rua Curitiba, 2.578, Lourdes, (31) 3297-0909
Funciona terça e quarta-feira, das 18h à 0h; de quinta-feira a sábado, das 18h à 1h; e domingo, das 17h às 23h

» Estabelecimento
. Rua Monte Alegre, 160, Serra, (31) 3223-2124
. Funciona de quarta a sexta-feira, das 18h à 0h; sábado, das 12h à 1h; e domingo, das 13h às 22h

» Vintage 13
. Rua Antônio de Albuquerque, 382, Savassi, (31) 99441-4314
. Funciona quarta e quinta-feira, das 19h à 0h; sexta-feira e sábado, das 19h à 1h


PARA PAQUERAR


» Benfeitoria 
. Rua Sapucaí, 153, Floresta, (31) 3504-7624
. Funcionamento variado, de acordo com a programação. Geralmente, abre de quarta-feira a sábado, das 18h às 23h

» Muu Bar 

. Rua Pium-í, 630, Cruzeiro, (31) 3347-4231
. Funciona de terça a quinta-feira, das 17h30 à 0h; sexta-feira, das 17h30 às 2h; sábado, das 15h30 às 2h; e domingo, das 15h30 à 0h

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