Clássico das festas infantis ganha versões inusitadas em Belo Horizonte

Cachorro-quente ou hot-dog está presente no cardápio de vários restaurantes da cidade

por Aline Gonçalves 02/03/2017 20:03
Ele sempre aparece nas festas de criança e nunca deixou de ser opção de lanche no fim de noite. Mas, nos últimos tempos, o cachorro-quente mudou. E tem uma defensora importante: Roberta Sudbrack, eleita em 2015 a melhor chef mulher da América Latina pela revista inglesa Restaurant. Com seus preparos exclusivos, ela ajudou a redesenhar o destino do sanduíche.

Juarez Rodrigues/EM/D.A Press
Kiki Ferrari, chef do Svärten Mugg, e o warmkorv med bröd, com camarão, salsicha e pepino (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

Em BH, o hot-dog conquista espaço em restaurantes e bares com versões incomuns. No Svärten Mugg, pub de influência escandinava, o warmkorv med bröd é preparado em baguete. Tem salsichão rústico, mostarda de hidromel, creme de camarão ao sour cream e picles de pepino, acompanhado por maionese de raiz forte (R$ 41,90). “A combinação de cachorro-quente com salada de camarão é comum na Suécia. Quis incluí-la no cardápio porque traz ingredientes de que os mineiros já gostam”, diz o chef Kiki Ferrari. A salsicha é receita exclusiva – versão dele para o embutido, muito consumido na Escandinávia.

Para Kiki, o interesse sobre o produto tende a crescer entre os mineiros. “É uma bobagem achar que salsicha é feita de tudo o que sobrou. Claro que ainda há muita coisa ruim, mas há as boas também, importadas e artesanais”, defende.

Casa de inspiração alemã, o Haus München combina pão de malte escuro (da padaria Du Pain, no Mercado Central), salsicha frankfurter, catchup de redução de cerveja preta e chucrute de repolho verde (R$ 18,80). “Antes, salsicha era um produto processado, cheio de corante e itens químicos. Quando os consumidores conhecem algo de qualidade, percebem a diferença”, diz o chef Ricardo Crivelli, responsável pelo cardápio, em parceria com o chef Anicélio da Silva.

LINGUIÇA Como pão com linguiça é tradicional em Minas, há quem misture as duas coisas. No Restaurante OssO, o OssO hot dog vem com baguete rústica, linguiça artesanal defumada, emulsão de queijo canastra, tomate confitado, mostarda, catchup de goiaba e batatas fritas (R$ 25).

Por sua vez, o chef Eduardo Maya serve o cachorro-quente mineiro na Feira Aproxima. Ele mesmo faz a linguiça würscha. “A linguiça ideal não pode apelar para os temperos, deve combinar gordura e carne. A nossa é sem conservante. Não tem carne moída, mas cortada”, explica.

Maya levou cinco anos para desenvolver o produto. “A ideia era vender a linguiça em porções, mas combinou tão bem com cachorro-quente que mudamos. Nosso pão, sob encomenda, tem estrutura francesa e gostinho de pão italiano”, explica. O cachorro-quente mineiro leva molho bechamel com manjericão, podendo ser servido com molho de goiabada ou pesto de baru.

 

Onde comer
» HAUS MÜNCHEN
Rua Juiz de Fora, 1.257, Barro Preto, (31) 3291-6900

» OSSO
Rua São Paulo, 1.984, Lourdes, (31) 3292 -8235

» SVÄRTEN MUGG
Rua Santa Rita Durão, 1.056, Savassi, (31) 3267-9392

» WÜRSCHA
Feira Aproxima. Evento itinerante realizado uma vez por mês

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