Via boêmia: Avenida Francisco Sá é alternativa para comer e beber no Prado

Local traz opções para todos os bolsos e gostos, de botecos a restaurantes mais rebuscados

por Ana Clara Brant 11/11/2016 10:52

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Rodrigo Clemente/EM/D.A. Press
Avenida da Região Oeste se transformou em um polo gastronômico e boêmio de Belo Horizonte. (foto: Rodrigo Clemente/EM/D.A. Press)

Vira e mexe a Francisco Sá, no Prado, aparece nos noticiários por causa dos alagamentos. A fama é tão grande que os próprios bares e restaurantes locais brincam com a situação. É o caso do tradicional Amarelim, que traz em seu cardápio: ''Em dia de muita chuva, consulte nossos preços: galocha, pé de pato, boia de braço, caiaque, colete salva-vidas, sabonete, xampu e toalhas''.


No entanto, não e só pelas inundações que a avenida é conhecida. A via – uma das mais importantes da Região Oeste – se transformou em um polo gastronômico e boêmio de Belo Horizonte. E o mais interessante: para todos os bolsos e gostos, de botecos a restaurantes mais rebuscados. ''BH criou um novo point na área gourmet. Isso é bacana. Não se concentra apenas na Região Centro-Sul'', destaca Santos Rodrigues Neto, proprietário do Desespetados Lounge.

 

Aberto há dois anos e meio, foi assumido em maio por Santos, que deu cara nova ao espaço. ''Chamava-se Os Desespetados e eu quis dar essa ideia de lounge para dar uma sofisticada. Aqui na região, tem espetinho demais e esse é um dos nossos diferenciais. Se você não inovar, o pessoal enjoa'', afirma. O espaço adota sistema de fichas e oferece churrasquinhos variados a R$ 7, além de porções diversas.

A casa mantém programação artística de segunda a sábado, com estilos variados, passando pelo sertanejo, rock, pop, samba de raiz e música mineira. Em breve, Santos Neto quer criar o Conexão Carioca da Gema, que pretende trazer nomes do samba do Rio de Janeiro que costumam se apresentar na badalada casa de espetáculos da Lapa, Carioca da Gema.

A um quarteirão dali, está outro estabelecimento aberto há pouco mais de um ano, o Brüder Bier – Cervejas Especiais, onde se pode comprar e degustar uma gelada. O nome do empório vem da palavra alemã: brüder significa amigo. O proprietário David Dias decidiu abrir o negócio ao perceber que não havia nada ligado a cervejas artesanais na região. ''Esse segmento cresceu muito na cidade, BH é um lugar com muitas cervejarias desse tipo'', revela. Por enquanto, o armazém só vende bebidas, mas o público costuma comprar um churrasquinho nos bares próximos para não beber de barriga vazia.

Às quintas, o food truck Los Mineiros, especializado em comida argentina, estaciona na porta para que o pessoal harmonize com as cervejas do Brüder. Futuramente, David quer investir nos petiscos e montar uma cozinha. ''O movimento da Francisco Sá tem crescido tanto que acho que deveriam transformá-la numa rua 24 horas, tipo a Rua das Pedras, de Búzios (RJ). Mas é claro que tinha que ter uma estrutura por parte da prefeitura, com segurança, iluminação. Seria bem interessante e acredito que daria supercerto'', defende.

PARRILLA

As carnes, sobretudo os espetinhos, são um dos pontos fortes da avenida. Mas para quem prefere algo mais refinado, a sugestão é a hola! Que Tal? Parrilla Criativa, do uruguaio José Recoba. Após trabalhar anos nas grelhas da Parrilla del Mercado, no Cruzeiro, finalmente conseguiu ter o próprio restaurante. ''As pessoas da região queriam algo diferente e, pelo boca a boca, a novidade se espalhou. Tem muita gente que atravessa a cidade para vir aqui'', salienta o gerente da casa, Kleber Vieira. As carnes uruguaias são o forte do cardápio. Entre as opções, o bife de chorizo (340g) a R$ 45,90 e o bife ancho (340g) a R$ 55, servidos com farofa e molho chimichurri. ''A crise fez o movimento diminuir, mas acredito que no fim do ano melhore. Eventos de confraternização ou amigo-ocultos ajudam'', diz.

Ismael Teon, de 42 anos, e a esposa, Ana Paula Carvalho, de 34, são frequentadores assíduos dos bares e restaurantes da Francisco Sá e costumam levar os amigos. O casal já é conhecido dos garçons e funcionários dos estabelecimentos. ''Aqui é o nosso lugar de sair. É perto de casa, a gente não precisa se preocupar com Lei Seca. É uma região com vários acessos, o que faz com que venham clientes de todos os cantos. E, no geral, o custo benefício é ótimo'', avalia Ana.

Do outro lado da rua, também gerenciada por Kléber Vieira, a Pizza no Galpão chama a atenção. Com decoração de estilo rústico, a casa de três anos aposta nas redondas assadas em forno a lenha e de tamanho único (seis fatias). A de maior sucesso é a pizzaiolo, feita com molho de tomate, muçarela, shitake, queijo brie e presunto de parma (R$ 68).

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